texto sem causa


E enquanto caio nesse ócio infantil,
Relembro coisas já esquecidas
Por mim e por você.
E minha mente fica farta de tantas lembranças fúteis!
Inúteis somente porque você não soube dar o devido valor
Tanto às minhas idéias contraditórias,
Quanto às minhas frases non sense total.
E se sou esse paradoxo infinito
Não é tua culpa, tampouco minha.
Pois fui feita pelo infinito indesejado,
Pela cor escura que não muda,
Pela arte e pela falta dela,
Pelo desamor imutável,
Pela desavença de dois corpos,
Pela nudez, fria e crua,
De pessoas que não se amaram.
Só se desejaram, e continuam lutando,
E brigando cada vez mais,
E no fim só me deixam mais triste.
Não sou forte, tampouco fraca demais.
Mas continuo nessa constância,
De enjoar de mim mesma e de meus conceitos,
E tentar desesperadamente mudar meu ser,
Ou para me adaptar, ou para satisfazer, sei lá!
E se caio novamente nesse ócio infantil
É porque meu coração ficou pequeno,
Tão magoado e tão sem vida!
Que não cabe mais nada,
Nem eu mesma, nem você, nem ninguém.
Nada mais preenche minha alma
Além de minha eterna vontade de mudar…
Mudar para ver se me esqueço,
Mudar para ver se esqueço essa falta de amor,
Mudar para deixar de ser quem sou,
Porque eu não quero mais[…]

23/07/2005


Sobre entojo

É alma que não se cala; Palavra que tira de tempo; Transbordo de sentimentos... Não é sopro, nem é v e n t o; É livre, leve e solta; É ar em m o v i m e n t o…

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