Arquivo mensal: setembro de 2006


Transição… Ou começo da loucura?

Essa poesia foi feita em 24/04/2004. Achei perdida nuns rascunhos escondidos de mim mesma. Mas apesar disso, essa poesia reflete a minha realidade neste momento. A realidade de estar em busca duma inspiração fugidia. Em busca de algo que eu não sei bem o que é…

Essência

Preciso de inspiração…
Mas não da que uso para escrever meus textos e poesias.
Quero de volta a inspiração para a vida!
Para olhar para trás e ver o quão bom foi meu dia.
Para sentir de volta alegria,
Até na hora de acordar.

Ah!
O que há?
Não sei mais o que faço…
Se estou só levando a vida
Ou realmente vivendo.
Onde está a essência?
Onde está a vivência?
Onde está a vontade de melhorar?

Se parar pra pensar:
“O que levei de bom desse tempo?”
Nada.
Não sobrou nada.
Nada do que fui,
Ou nada do que eu pensava que era.

Brisa Dalilla =24/04/2004=



E ela disse:

Rasga essa felicidade na boca,
Rasga essa coisa contida
E tão condensada em você.
Vai menina, e rasga mesmo
Essa sua displicência eterna,
Que camufla nessa moça etérea,
Uma submissão ao que a vida decide.
Ah, mais isso é só cinema,
Arte que mais se aplica a ela,
Que dirige, produz e contracena,
O que no seu filme decide ela.

Diva Brito
14/09/2006

(Inspirado em Brisa Dalilla)

Quem sou eu pra desdizer?


PRESENTE

Acham que busco a segurança.
Mas na verdade,
É a liberdade que me prende.
E estar solto talvez seja
O ponto chave,
Da forma de fazer dar certo.
É o estar perto,
Sem a total exigência.
É a relação alma com alma,
Ultrapassando limites do corpo,
Transmitindo uma calma
Que não termina quando você se vai.
Meu presente a você,
É minha presença em seu viver,
Hoje, comigo – honesta e intensamente.
O amanhã não é mais hoje,
E tolo é o que mente
Dizendo do que depende o amanhã,
Sem saber que a dependência é do que se sente…

Brisa Dalilla =06/06=


POETISA ENFERRUJADA

Sede eterna de emoção,
Ânsia de elevar-se,
Necessidade de criação.
Poeta não tem caminho certo,
É um artista sem direção.
Quer sorver todo pensamento do mundo
E transformar em arte arredia,
Preenchendo essa folha vazia,
Sedenta de tinta, letra e sentimento.
Quer ser todo esse tormento,
Quer ser tudo que não vai passar.
E não há como ter um controle,
Pois não consegue parar de versar.
Se não escrever,
O que haverá de fazer
Com suas idéias loucas
(que – acreditem – não são poucas)?
Não pode parar de criar,
De pensar, versar e realizar.
Pois apesar de ser a tão falada “poetisa enferrujada”,
O tempo para ela já não passa mais.
Ficou parado em algum lugar, lá atrás.
No redemoinho de pensamentos e/ou momentos,
Com sentimentos que não voltarão
Nunca mais…

Brisa Dalilla =04/09/2006=
[Em Vitória da Conquista]