às vezes


Às vezes é apenas minha imaginação.
Aquele arroubo de ciúme infantil na hora errada,
O acesso de raiva incontrolada;

Às vezes é meu estado de insegurança (constante).
É um medo de ganhar e logo perder.
É a tal baixa auto-estima que escondo de mim mesma;

Às vezes é uma agressividade sem rumo,
É o desabafo, a falta de chão, o desconforto.
Uma atitude impensada em cima de outras não tão analisadas;

Às vezes é a forma do coração gritar,
Esbravejar, liberar, machucar, matar!
É a falta de paciência impressa na voz forte;

Às vezes é preocupação, cuidado ou proteção,
Medo, insegurança ou total desconexão.
É a falta de confiança explícita;

Às vezes é tanto, que tudo desaba ao redor,
E no fundo sempre nós destrói, nos corrói.
Ciúme é esse sentimento maldito
Que nunca cura a ferida, que para sempre dói.

Brisa Dalilla =11/2006=


Sobre entojo

É alma que não se cala; Palavra que tira de tempo; Transbordo de sentimentos... Não é sopro, nem é v e n t o; É livre, leve e solta; É ar em m o v i m e n t o…

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