Arquivo anual: 2006


how you see the world

Are you missing something?
Looking for something?
Tired of everything
Searching and struggling
Are you worried about it?
Do you wanna talk about it?
Oh You’re gonna get it right some time

Theres so much to be scared of
And not much to make sense of
Are you running in a circle?
You can’t be too careful
And you can’t relate it
‘Cos it’s complicated
Oh You’re gonna get it right some time
You’re gonna get it right some time

It’s how you see the world
How many times can you see?
You can’t believe what you learn

It’s how you see the world
Don’t you worry yourself
Your not gonna get hurt

Is there something missing?
There’s nobody listening
Are you scared of what you don’t know?
Dont wanna end up on your own?
You need conversation
And information

Gonna get it right sometimes
You just wanna get it right sometimes

Coldplay


a estrelinha

Sempre pendurada no pescoço da menina, a estrelinha de prata iluminava seu semblante. Era o símbolo de uma felicidade tão grande que ultrapassava todos os limites e preenchia seu coração. Porém, com o tempo ela percebeu que era uma felicidade solitária, que só se perpetuava em seu coração. Felicidade só dela. Não compartilhada com ninguém. Mas não era assim porque ela quisesse ficar só. Infelizmente o motivo de sua felicidade ignorava as oportunidades de ser feliz ao seu lado. E a estrelinha com o tempo foi perdendo sua luminosidade, ficou tão sem cor e sem vida que nem todos os esforços da menina para recuperá-la adiantaram. E então, numa noite como outra qualquer para os outros, mas muito importante para ela (a noite de reveillon), a menina desistiu! Desistiu da estrelinha, desistiu das lembranças, desistiu de tentar ser feliz junto ao motivo de sua felicidade, desistiu de muitas coisas…

Menos de erguer a cabeça e continuar.

01/2006


let it be, etchie. let it bLi.

PARABÉNS (singelo e básico) e TE AMO (singelo e básico)… Sem rococós, frufrus, texto elaborado ou presente. Acho que nem precisa, né? Você sabe das coisas. Nem preciso dizer. 🙂

Ps(1): Mas me tira uma dúvida… É sete de setembro ou 07 dos 07?? *risos*
Ps(2): Observe a hora do post… 3 e lá vai da manhã… Tô uma notívaga irrecuperável!
Ps(3): Fiquei a noite toda relendo uns bate-papers da vida! Você sabe o que é isso? Reler bate-papers = muitas lágrimas e saudosismo enormemente enorme.
Ps(4): Vai rolar hamburgão? êêêêêêêê
Ps(5): Tá bom de ps, néah?

BJOCAS, TE AMO-TE…

Ôpa, já ia esquecendo… A música que é nossa, amigo. Só nossa. Nem dos Beatles é mais. Tô ganhando até os royalties. *rs* Inclusive do trocadilho ‘Let it bLi’… hahhaa

Let It bLi – Beatles

When I find myself in times of trouble
Mother Mary comes to me
Speaking words of wisdom, let it be.
And in my hour of darkness
She is standing right in front of me
Speaking words of wisdom, let it be.
Let it be, let it be.
Whisper words of wisdom, let it bLi.

And when the broken hearted people
Living in the world agree,
There will be an answer, let it be.
For though they may be parted there is
Still a chance that they will see
There will be an answer, let it be.
Let it be, let it be. Yeah
There will be an answer, let it bLi.

And when the night is cloudy,
There is still a light that shines on me,
Shine on until tomorrow, let it be.
I wake up to the sound of music
Mother Mary comes to me
Speaking words of wisdom, let it be.
Let it be, let it be.
There will be an answer, let it be.
Let it be, let it be,
Whisper words of wisdom, let it bLi.


ATO

E se busco
Em outras vozes
Aquelas palavras,
Hei de encontrar
Em outras frases
Apenas o som,
Mas não o verdadeiro sentido do ATO.

E se busco
Em outras mãos
Aquele afago,
Hei de encontrar
Em outros braços
Apenas o toque,
Mas não o verdadeiro sentido do ATO.

E se busco
Em outros lábios
Aquele beijo,
Hei de encontrar
Em outras bocas
Apenas o gosto,
Mas não o verdadeiro sentido do ATO.

Qual o verdadeiro sentido do ATO?
Amar, querido.
Apenas amar.

21/09/05


você espera

Você espera sempre por aquele carinho manjado,
As mesmas pessoas de sempre,
Fazendo as mesmas coisas de sempre.
Você se satisfaz com tão pouco,
Com o trivial, o imutável, o normal.
Você não quer alçar, correr, crescer!
Não quer fugir, saltar, sumir!
Não quer mais do que a vida pode te oferecer.

Você não quer emoção,
Não quer amor de nenhum coração!
Não quer saber como é ser amado da melhor forma,
Ou de outra forma qualquer…

Conformado…
Você sempre estará aí estático, parado,
No seu mundo infantil.
Nessa rede de pessoas sem emoção,
Que não vivem pelo coração.
Apenas levam suas vidas,
Sem fazer a menor diferença.

E que diferença faz?

25/10/2005


de repente

De repente, não mais que de repente… Acontece o inesperado! As palavras se escondem, o grito some, e o coração apressa. Bum! Bum! Bum! Ai meu Deus! Ai meu Pai! E tudo que era fácil, fica difícil. E tudo que era possível, vira impossível! Até seu bichinho de estimação percebe o desassossego iminente. A verborragia de sempre é substituída pelo engasgo. O tempo é contado a cada passo. E o final do fim do infindável, ninguém sabe, ninguém soube, ninguém viu. Simplesmente sumiu! A presença constante e cortante mudou seu rumo. O jeito rápido e insistente simplesmente tomou prumo. E todos os motivos para se ser como se é, acabaram por destruir o torpor. O corpo rijo que se outrora se fizera presente, foi embora com aquela gente. Povo incrédulo, invejoso e intransigente. Tudo que construía se perdeu. O calor que já subia, arrefeceu. E o tempo e o espaço se foram junto aos passos daquele rapaz. Mas e então, e aí, e agora… Como é que se faz? O que lhe resta é viver e levar. Temer, mas continuar. Pois com o tempo, o passado e a saudade, hão de se acostumar.

20/06/2006


o medo é meu

O medo é meu
Medo de não querer mais
Medo de mim
Medo da violência verbal a que me sujeito
Medo do medo
Medo dentro do peito
Medo voraz
Come minhas entranhas
Mas não se satisfaz
Não sou anjo
Nem diabo
Não quero ser nada mais
Quero sumir desse desgosto pungente
Dessa falta latente
Desse medo demente
Sair
Sumir
Fugir
Nada mais

12/06/06


frio 127.jpg

O texto que se segue não importa.
O texto que se segue, é a porta
Para encontrar-se com o nada.
E fazer-se de cego,
E demonstrar o medo,
E desaguar o enredo.
Falso enredo
Que te guia sem direção.
O texto é a forma da mão,
Dizer
E desdizer,
O que se há de fazer
Para encontrar o fundo,
Do mundo
E da realidade latente…
Não, gente!!
Não é isso que quero dizer!
Quero te fazer entender,
Que por mais que leia meus versos
Eles não te dizem nada!
São pensamentos frouxos,
Barca furada,
E não levam a lugar algum.
Eu entendo você… Eu sei!
É um engano comum
Que se comete ao pensar
Que eu sou artista,
Que sou escritora,
Ou poestisa.
Não sou.
Ou pelo menos não sou mais.
A poetisa enferrujada pelo tempo que passa
MORREU!
E o que se sucedeu
Era fato esperado…
Agora consumado.
Não farei falta,
Nem deixarei saudade.
O que se verá em minha lápide
É apenas uma tentativa de te dizer a verdade.
Sobre pensamentos frouxos,
Ditos profundos.
Sobe como desfiar o mundo
E perder a briga.
Não se engane, minha gente!
Não há mais ponto de partida!

06/06/2006


inspiração

Enquanto não vem
A tão fadada, inspiração
Mexo em meu arquivos,
Meus passados.
Recolho os rascunhos
E perco-me em lembranças.
Mas o poeta há de ser saudosista,
Pois não há poesia sem saudade.
Então hei de crer na realidade,
De que a inspiração não vem…
Resta-me deitar ao lado dele.
Meu muso, meu bem…
E esperar que volte,
O que eu sei que sempre vem.
A inspiração fugidia
Que se encontra e volta a perder-se
No meio de minhas esparsas viagens,
No meio de diversas passagens.
Ninguém sabe onde,
Nem pelo quê,
Nem por quem…
Só sei que pelo meu muso,
Ela sempre vem…

22/05/2006


mal do mundo

A fome é o mal do mundo.
Mas o mal do mundo
É a fome de comida, seu moço…
Não a fome de corpo,
A fome de sexo.
Essa fome
É o mal da mulher.
E eles só querem comer,
Não conhecer,
Nem conviver.
E é um tal de:
– Você é deliciosa!
– Você é incrível!
Mas não se engane,
Você no máximo é comível!
Não quero mais a aproximação,
Se pudesse me trancava
Num mundo diferente…
Pra não ter que ver nem ouvir
Essa gente.
Essa gente faminta!
Mas não de comida, seu moço.
Gente faminta de corpo.
Do meu corpo….

18/05/2006


♪♪ l’excessive – carla bruni

Je n’ai pas dexcuse,
C’est inexplicable,
Même inexorable,
C’est pas pour l’extase, c’est que l’existence,
Sans un peu d’extrême, est inacceptable,

Je suis excessive,
J’aime quand ça désaxe,
Quand tout accélère,
Moi je reste relaxe
Je suis excessive,
Quand tout explose,
Quand la vie s’exhibe,
C’est une transe exquise


escancarada

Sua voz, quando fala, é um grito.
Sua história, quando contada, é um mito.
E sua esperança permanece além do que espero.
Além do que ela haveria de esperar…

Escancarada.
Mal vista, mal quista, mal falada.
Ora. Então seria um mero acaso,
Que o destino lhe reservasse tal fim?

Mas como fim, menina?
Esta passagem é apenas o começo.
A vida não é um longa espera,
Nem breve primavera,
Como alguns esperam que seja.

Escancarada é.
E viver pra ela vai ‘quase sem querer’,
Sem difuculdades, nem dor.
Passando pelas pessoas e pelos fantasmas
A se perguntar se a forma que lhe olham
É real…
Ou ilusão de ótica.
Ilusão duma ótica mal inerpretada por ela…

Escancarada ela vai.
E você a trata com desdém.
Mas saiba que ela faz sua história
Sem tentar agradar ninguém.
Talvez, quem sabe, no máximo
Seu alter-ego violento.
O dito entojo da alma,
O alento e desalento.
A sua falta de calma.

E lá, no corpo da menina (moça) escancarada,
Convivem harmoniosamente duas formas de ser.
A que você quer ver,
E a que ela é.

Ou não é, ou não diz, ou não sabe.

Não deixarei o mistério tão fácil de se descobrir.
Para desvendá-lo, caro amigo, basta sentir.

09/05/2006


dúvidas

Minha dúvida não é se vou encontrar meu horizonte.
Mas sim quando vou descobrir a fonte,
De onde vem tamanha ilusão.
Minha dúvida não é saber se irei sempre viver.
Mas sim o medo de todo esse enredo,
E de não saber onde é o final.
E sabendo que minha mente é anormal,
Eu me pego anoitecendo e amanhecendo,
Analisando essa coisa fútil, banal.
Não quero regras, lições, réguas nem leis.
Quero continuar solta pelo mundo.
Sempre duvidando de tudo
Que vem fácil e vai fácil,
Como uma simples paixão.

08/05/2006


poderia ser uma história bonita

Teu beijo, apesar de doce, machucou-me. Feriu forte, com características de luta perversa. Uma briga corporal assaz intensa para mim. E meu corpo dolorido, agora padece desta luta triste e imensa. E eu só espero que você tenha me esquecido. Pois não quero que lembres dos momentos escusos ou que pense que haverá um segundo momento. Não quero, não devo, não posso, não cogito a possibilidade. Não quero também que acredites em qualquer maldizer. A meu ou a seu respeito. Tanto faz. Whatever. O que for. Só quero dormir, e deixar o tempo passar. E talvez esquecer essa grande vontade. Que mesmo sem querer vem, e invade. Pois o primeiro momento… Se, talvez, quem sabe, tivesse acontecido em outro lugar do tempo e espaço, poderia até ser uma história bonita.

24/04/2006