Daily Archives: January 11, 2007


quando eu for embora

Quando eu for embora
Não haverá choro, nem saudade.
Só felicidade!
E a certeza do caminho seguido.

Quando eu for embora
Vou me libertar dessa falta de vontade.
Dessa infelicidade!
Aí sim vou viver de verdade.

Brisa Dalilla =17/05/2006=

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saudosismo

Saudade.
Apenas saudade.
Saudade de uma realidade que não sei se vou viver.
Saudade de pessoas que não sei se vou conhecer.
Saudade de cidades que não sei se vou visitar.
Saudade de mim.
Saudade de minha inocência.
Saudade da minha vontade.
Saudade de qualquer vontade que seja.
Saudade tão grande que nem sei se é saudade de verdade.
Saudade da saudade.
Apenas saudade.

Brisa Dalila =18/05/2006=

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quando eu era vento

Quando eu era vento, ia bem devagar em seus sonhos te visitar. Passeava em seus pensamentos, absorvendo cada momento e consertando as partes quebradas com minha mágica. E era tão fácil ser assim, leve como o vento, fazendo esse bem por ti… Mas certo dia tentei entrar por sua janela e a encontrei fechada, impedindo-me de entrar devagar – como tantas outras vezes – para te ajudar. Então, se fechaste tua janela para o vento que tanto te amava, não iria adiantar quebrar barreiras quase intransponíveis para chegar a ti. Não adiantaria, pois eu não sabia ser de outra forma, senão como o vento.

Brisa Dalilla =31/01/2006=

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black jack – a última jogada

Você me pede pra ser difícil
Mas esse jogo é tão antigo.
De cartas marcadas,
Jogadas ensaidadas.
Pode até ter sentido por um tempo,
Mas depois vira repetição.
A busca insana da sedução…
Poderia ser tão simples,
Mas você necessita desse jogo.
Olha… Eu vou entrar!
Mas dessa vez é pra ganhar!
Quero ver tua cabeça virar
E quem sabe um dia
Te convencer a me amar…

Brisa Dalila =24/03/2006=

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