Monthly Archives: May 2008


1

Cubro-me com o manto da obscuridade infinita…
Escondo-me sob o véu da cortante saudade, que grita!
Começo sutilmente minha nobre encenação.
Subo no palco, há pouco, armado.
Vil peça teatral… Onde só posso demonstrar o que não sinto!
Tenho de provar ao mundo que não amo, não desejo e não vejo.
Apenas almejo, algo ou alguém que
Não há de…
Não há de…
Não há de ser nada além do que é!
Me encolho e me escondo.
Disfarço, infeliz, o que me abala.
O que cala a fala (e que confunde a mente no que se pensa e/ou sente).
Silente…
O coração ficou doente. Dormente.
Esquecido no vácuo do vão
Entre as curvas da curta (e distante)
Estrada pro infinito inexistente
E que dorme e sonha
Com um dia completo e diferente.

Brisa Dalilla =29/05/2008= 16:15

[Cuspida, sem título e sem correções. Toma aí. :*]


Carta de um ANJO


Na verdade, minha vontade é de voar por aí
Fazendo aquilo tudo que eu não consegui
Por ter fracassado ou então desisti

Então já sabe, se um dia desses me encontrar por aí
Voando lá no alto que é pra não cair
Só volto pro chão se você me impedir.

Que é pra ver se eu fico bem
Nesse céu que me faz bem
A saudade que o peito invade, fim.

Aquela brisa tava me chamando
Me convidando a voar por ai
Sou passarinho que não sai em bando
Por onde eu ando só você vai seguir.

(Falamansa)


Ensaio sobre o Entojo 1

De onde então será que vem o tão famigerado sentimento denominado por mim entojo? (E tô afim de escrever sem pausas mesmo. O entojo é meu. Escrevo como me der na telha!). Tá vendo aí? É daí que vem… Do enjôo de todas as coisas, pequenas, grandes. De atitudes que te irritam. De um sorriso falso que te encontra logo no momento mais provável de irritação. É quando você fica ‘triscado’, e o mínimo feito pode te irritar. Uma opinião, um gesto, uma palavrinha colocada da forma errada, na hora errada. Nesses dias, meu amigo, meu desejo é sumir do mundo! Ou pelo menos de pessoas. Ficar no meu canto. Quieta. Não fazendo mal a ninguém. Mas sempre tem um idiota pra mexer onde não deve. Se acha no direito de invadir meu campo de força. Sua proteção. Ééééé, SUA proteção. Porque essa proteção é feita não para mim, mas para os outros. Eu estou na verdade protegendo os outros de mim. Então a história é essa… Se eu já chegar de manhã avisando: “Cuidado, aqui reside cão raivoso, bla bla bla” que nem em Seu Moço, saiba que é vero. É o famoso dia onde o mínimo se torna o máximo. Onde o máximo se supera de tamanho e intensidade. Mas também há a parte boa é claro. São os dias de maior (e mais exagerada) produção. A mão, os dedinhos, tudo coça. A idéia se força a ultrapassar os limites da mente. E aí sai tudo isso. O entojo. O nojo. A agonia que eu não posso, nem devo camuflar. Mas é claro, ao menos posso avisar… Alertar aos que puderem vir a cruzar meu caminho.
Oi. Hoje o dia não começou nada bom. Você nem tinha percebido, né? Mas é isso aí.
😛

Tears Dry on Their Own

He walks away
(Ele vai embora)
The sun goes down,
(O sol se põe)
He takes the day but I’m grown
(Ele leva o dia, mas eu já sou crescida)
And in your grey
(E no seu cinza)
In this blue shade
(Nessa sombra azulada)
My tears dry on their own.
(Minhas lágrimas secam por si só.)

Amy Winehouse


O Bilhete no Fim – Paulinho Moska

Me perdoe a impaciência
Pr’eu te perdoar também
Já estou muito atrasado
Pro foguete que não vem

Mas mesmo assim
Eu sigo meu caminho
Pela trilha secreta
Se o chão é de espinho
O céu ainda me afeta

Ao lado da parede
Tem uma porta aberta
E embaixo do tapete
O meu bilhete na certa
Que diz:

Me perdoe a impaciência
Pr’eu te perdoar também
Já estou muito atrasado
Pro foguete que não vem…


[NO PACIENCE DAY]

A folha de papel me encara, solene. Pede que a preencha, pede para sorver meu sentimento. Mas sei como refutar seu desejo, dizendo: “Ó, minha amiga. Esse não é o momento!” Hoje é um dos muitos
dias de entojo.
De olhar pro mundo e pensar: “O que faço aqui mesmo?” E andar pela cidade do calor modorrento,
a esmo.
Sem saber realmente como aqui vim parar. E pode me chamar de chata… Sou chata mesmo, e assumida! Ninguém tem nada a ver com isso. Apesar de não ter certeza como, sou eu quem controla minha vida. E sem atinar o que fazer ou pensar, continuo a andar… Andar… Sem saber
[como, onde e quando]
vou parar…

Brisa Dalilla =Nestante=


O ESCOLHIDO

Será que alguém entende esse pranto, latente?
Será que alguém ouve esse grito, estridente?
Deve ser alguém que não vejo,
Mas no fundo, desejo.
Alguém que não conheço,
Mas faz parte desse processo.
Assiste à minha auto-flagelação
E condena minha auto-recriminação.
Este alguém sabe que a melancolia não condiz
Com a caricatura feliz
Que faz sombra em meu rosto.
Esse alguém transita nestes versos
E faz-se presente em meus pensamentos.
E apesar de eu conviver com sua ausência física,
Esse alguém fulmina meus sentimentos,
Alcançando os mais altos pensamentos,
Que chegam à minha imaginação.
Espero que ele possua o tal magnetismo.
O lado estranho, mágico e místico
De feiticeiro algoz. De homem feroz.
Ele. Sempre ele. O escolhido.
Que me levará pra longe daqui.

Brisa Dalilla =27/04/2006=

[…]


Please don’t stop WHAT??!! 1

It´s getting late
(Está ficando tarde)
I´m making my way over to my favorite place
(Eu estou indo para o meu lugar preferido)
I gotta get my body moving shake the stress away
(Eu tenho que mexer meu corpo, afastar o estresse)
I wasn´t looking for nobody when you looked my way
(Eu não estava procurando para ninguém quando você olhou pra mim)
Possible candidate…
(Possível candidato…)

Who knew?
(Quem saberia)
That you´d be up in here looking like you do
(Que você estaria aqui me olhando desse jeito?)
You´re making staying over there impossible
(Você está fazendo ficar impossível aqui)
Baby I´ma say your aura is incredible
(Baby, eu devo dizer que sua aura é incrível)
If you don´t have to go? Don’t!
(Se você não tem que ir, não vá!)

Do you know what you started
(Você tem noção do que você começou?)
I just came here to party
(Eu só vim aqui para festejar)
But now we´re rocking on the dancefloor
(Mas agora nós estamos agitando na pista de dança)
Acting naughty
(Agindo indecentemente)
Your hand´s around my waist
(Suas mãos em volta da minha cintura)
Just let the music play
(Apenas deixe a música tocar)
We´re hand in hand chest to chest
(Nós estamos de mãos dadas, frente a frente)
And now we´re face to face
(E agora estamos cara-a-cara)

I wanna take you away
(Eu quero te levar embora)
Let´s escape into the music
(Vamos escapar na música,)
DJ let it play
(DJ, deixe tocar)
I just can´t refuse it
(Eu não posso recusar)
Like the way you do this
(Do jeito que você faz isso)
Keep on rockin to it
(Continue agitando,)
Please don´t stop the…
(Por favor, não pare a…)
Please don´t stop the music
(Por favor, não pare a música)

Baby are you ready cause it´s getting close
(Baby, você está pronto? Porque está se aproximando)
Don´t you feel the passion ready to explode
(Você não sente a paixão prestes a explodir?)
What goes on between us noone has to know
(O que acontece entre nós ninguém precisa saber)
This is a private show… Hum…
(Esse é um show privado… Hum…)

DO YOU REALLY KNOW WHAT YOU’VE STARTED?




ARTE 5

Camena é minha arte,
Minha criação,
Meu roteiro inacabado.

É meu sinônimo,
Meu anônimo,
Minha (ir)realidade.

É meu sentimento
(há tanto guardado)
É meu real
Espectro imaginário.

É o poeta consistente
Que em sua poesia
Não se enconde
E não mente.

E que é meu
(em sua maior parte)
Até porque foi criado
Pela minha própria arte.

Existe simplesmente
Pelo querer do meu querer
E se tornou a personificação
Do mais profundo do meu ser.

Brisa Dalilla =19/05/2008=


LUAR INABALÁVEL

Hoje vejo o luar, que me envolve.
Peço pra que a noite não se vá…
Prezo esta luz, que no infinito me absorve,
E que mostra decisões a tomar.
Tô pensando em fazer loucuras!
Mas loucuras não irão bastar.
Talvez baste o que tenho a dizer
Deste luar sem precedentes reais.
Ninguém sabe as respostas!
Então porque perguntar?

Amamos em silêncio,
Numa roda sem saída,
Numa indecisão infinita,
De quem não quer tentar.
Não adianta tentar fugir ou não ver,
Pois eu sempre te confundo.
Se fugir, me terás no pensamento.
Se não vir, o inconsciente verá.
Aqui sou anjo sem asas,
Voando em meu céu, iludido.
Com você sou poeta sem palavras,
Em busca do tempo perdido.

Brisa Dalilla =03/05=


Realidade – Um desabafo 1

A realidade tem tons cinzentos. O mesmo tom dos ternos risca de giz que os advogados usam debaixo de uma temperatura de 40 graus (e não sentem calor). A realidade tem o tom vazio da poesia que não foi terminada. Tem a cor negra do cabelo da patricinha que faz – feliz – suas compras no shopping (e a patricinha – feliz – tem a realidade que moça entojada gostaria de ter nas mãos). A realidade tem o tom amarelo do sorriso torto dado via telefone. Da escusa a idéias combinadas. Da falta de carinho, toque e aconchego. Do cheiro de perfume masculino que impregna o casaco cinzento. A realidade tem o tom rouco do cantor sem voz. Tem tanta realidade que fica com cara de irrealidade.

A realidade tem o tom único e insosso da saudade

Brisa Dalilla =14/05/2008=


IDENTIDADE 1

Chamo-me de quantos nomes quiser.
Tenho a identidade que me convier.
Ser uma única pessoa torna-se comum,
Quase vulgar!
Posso ser Cíntia, Maria, Anita,
Todas as mulheres possíveis!
Da garotinha que te põe maluco
À mulher madura que te guia no escuro.
Um criança crescida, que é embalada
Num sono denso e profundo.
Serei a personificação
De toda mulher que sente paixão.
A mulher que treme, queima…
Que sente a luxúria lhe percorrer as veias.
E que aflita, grita!
Sem distinguir a realidade e a ficção.
Pois já não há a mentira e a verdade
Na morbidez da vida cotidiana.
-O que você é?
Sou a própria existência do amor!
– Que idade você tem?
A idade do tempo, do momento, do instante vivido.
– Do que você vive?
De carne, alma e coração
Inteiramente ligada à emoção.

[Se conseguir me entender,
E ligar seu coração a minha emoção
Poderá um dia me ter
De carne, alma e coração.
E quando for embora
Não ousarei tentar esquecê-lo.
Te tirarei da boca,
Não da cabeça,
Não do sentimento,
Não do coração…]

Brisa Dalilla =17/05/2008=