Daily Archives: May 23, 2008


O Bilhete no Fim – Paulinho Moska

Me perdoe a impaciência
Pr’eu te perdoar também
Já estou muito atrasado
Pro foguete que não vem

Mas mesmo assim
Eu sigo meu caminho
Pela trilha secreta
Se o chão é de espinho
O céu ainda me afeta

Ao lado da parede
Tem uma porta aberta
E embaixo do tapete
O meu bilhete na certa
Que diz:

Me perdoe a impaciência
Pr’eu te perdoar também
Já estou muito atrasado
Pro foguete que não vem…

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[NO PACIENCE DAY]

A folha de papel me encara, solene. Pede que a preencha, pede para sorver meu sentimento. Mas sei como refutar seu desejo, dizendo: “Ó, minha amiga. Esse não é o momento!” Hoje é um dos muitos
dias de entojo.
De olhar pro mundo e pensar: “O que faço aqui mesmo?” E andar pela cidade do calor modorrento,
a esmo.
Sem saber realmente como aqui vim parar. E pode me chamar de chata… Sou chata mesmo, e assumida! Ninguém tem nada a ver com isso. Apesar de não ter certeza como, sou eu quem controla minha vida. E sem atinar o que fazer ou pensar, continuo a andar… Andar… Sem saber
[como, onde e quando]
vou parar…

Brisa Dalilla =Nestante=

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O ESCOLHIDO

Será que alguém entende esse pranto, latente?
Será que alguém ouve esse grito, estridente?
Deve ser alguém que não vejo,
Mas no fundo, desejo.
Alguém que não conheço,
Mas faz parte desse processo.
Assiste à minha auto-flagelação
E condena minha auto-recriminação.
Este alguém sabe que a melancolia não condiz
Com a caricatura feliz
Que faz sombra em meu rosto.
Esse alguém transita nestes versos
E faz-se presente em meus pensamentos.
E apesar de eu conviver com sua ausência física,
Esse alguém fulmina meus sentimentos,
Alcançando os mais altos pensamentos,
Que chegam à minha imaginação.
Espero que ele possua o tal magnetismo.
O lado estranho, mágico e místico
De feiticeiro algoz. De homem feroz.
Ele. Sempre ele. O escolhido.
Que me levará pra longe daqui.

Brisa Dalilla =27/04/2006=

[…]

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