O ESCOLHIDO

Será que alguém entende esse pranto, latente?
Será que alguém ouve esse grito, estridente?
Deve ser alguém que não vejo,
Mas no fundo, desejo.
Alguém que não conheço,
Mas faz parte desse processo.
Assiste à minha auto-flagelação
E condena minha auto-recriminação.
Este alguém sabe que a melancolia não condiz
Com a caricatura feliz
Que faz sombra em meu rosto.
Esse alguém transita nestes versos
E faz-se presente em meus pensamentos.
E apesar de eu conviver com sua ausência física,
Esse alguém fulmina meus sentimentos,
Alcançando os mais altos pensamentos,
Que chegam à minha imaginação.
Espero que ele possua o tal magnetismo.
O lado estranho, mágico e místico
De feiticeiro algoz. De homem feroz.
Ele. Sempre ele. O escolhido.
Que me levará pra longe daqui.

Brisa Dalilla =27/04/2006=

[…]

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