Monthly Archives: May 2008


Tempestade de nós


Temos meteorologia, física e química próprias.
Somos iguais que se atraem (e se distraem!!).
Corpos soltos que se misturam e se contraem.
Corpos do tipo opostos, e sempre a postos!
Mistura homogênea, como bem disse a Palladino.
Desafiamos a gravidade, abusamos da força,
velocidade e aceleração nos corpos em interação.
Manipulamos o nosso tempo, fazemos clima.
Quase sempre é tempestade (de nós)
Se é pra esquentar, esquentamos.
Se queremos chover, chovemos.
Entramos em ebulição.
Só não secamos,
Ou esfriamos.
Isso não!

Pedro Camena =10/05/2008=


Desejo Contido

Beber, fumar e pensar besteiras.
Obscenidades…

Não importa o teor,
Importa a intensidade!

Intensidade da imaginação,
Do cheiro ou do desejo contido.

Intensidade do pejo
Que não emudece. Não arrefece…

Ah… Vem…
Canta!
E canta forte e ALTO!
Que o desejo contido MATA!

Brisa Dalilla =15/05/2008=


SUJEITO SEM JEITO

Com você é bom de qualquer jeito.
Até mesmo sem jeito – do jeito que você me deixa! -,
me beija e me acolhe, de todos os seus jeitos.
Você me envolve, abusando dos trejeitos,
e deixa tudo suspeito. Daquele mesmo jeito de que
“Não tem mais jeito, sujeito!”.

Pedro Camena =10/05/2008=


MOmeNTos COncrETos 1

………………………….NeSses nOsSos MomENtoS
INtenSOs, iMEnsOs…………………………………..
………………………….PEnsO tUDo o QUe SeNTe
SeNtE tUDo QUe PeNSo…………………………….
……………….tRAnsForMAmoS A pALavRa ARreDIa
eM pOEsia……………………………………………..
……………………………………….Na NOitE vAZia.

Pedro Camena e Brisa Dalilla =05/05/2008=


SOBRE O MEDO 1

Ele diz:

Enquanto lhe mudo eu me censuro
Mudo o seu mundo e o seu medo
Me deixa mudo…

Enquanto lhe mudo eu me desmantelo
É como seu eu sentisse que
Transformo o que está pronto
E retiro o que jaz singelo…
Como se eu maculasse o puro
Com esse meu jeito quase maduro…

Ela responde:

Meu medo me move,
Move meus modos,
Muda meu mundo.
Meu medo dura um segundo,
Mas não faz com que eu perca o meu tempo.
Meu medo é meu freio, meu arreio
E minha força de propulsão.
Meu medo é profundo, mudo e nu,
Livre de invólucros e de imposição.
Meu medo é meu caminho, meu tino, meu timão.
Meu medo é meu, é meu mundo
Que está ao alcance de minha mão.

Pedro Camena e Brisa Dalilla =04/05/2008=


ATO

E se busco
Em outras vozes
Aquelas palavras,
Hei de encontrar
Em outras frases
Apenas o som,
Mas não o verdadeiro sentido do ATO.

E se busco
Em outras mãos
Aquele afago,
Hei de encontrar
Em outros braços
Apenas o toque,
Mas não o verdadeiro sentido do ATO.

E se busco
Em outros lábios
Aquele beijo,
Hei de encontrar
Em outras bocas
Apenas o gosto,
Mas não o verdadeiro sentido do ATO.

Qual o verdadeiro sentido do ATO?
Amar, querido.
Apenas amar.

Brisa Dalilla 21/09/05=