Poesia é mesmo uma coisa atemporal… 2


A mesma poesia que te serve bem numa época passada,
cai muito bem em outras…


VOCÊ

Você chega sem saber meus segredos.
Faz medo!
E teu excesso de malícia me faz sentir esse medo gostoso.
Um estranho frio na barriga que entorpece o corpo.

Você chega com essa cara lavada,
De homem decidido.
Com fome, com ânsia…
Exalando libido!

Você chega com uma sutileza inconfundível,
Que nos fim das contas só me confunde mais!
Deixando-me tão à vontade para ser quem sou
E ao mesmo tempo me inibindo de ser só sua.

Você chega pra me mostrar
Que não era nada do que eu havia planejado!
Mas talvez por isso seja o que me faltava.
O avesso da minha máscara…

Você chega para me fazer te odiar,
Por conseguir me fazer de boba tantas vezes sem que eu perceba.
Ou por me fazer de boba, e mesmo percebendo,
Eu te dar uma sétima chance.

Você chega pra mim
Do mesmo jeito que chegaria para outra.
Ma não me importa,
Eu não ligo.

Você chega meio incomum.
Diferente desse, deste ou daquele.
E me olha de um jeito que só você consegue,
E me olha de um jeito que você nem percebe.

Você chega afundando as mãos em mim.
Segurando com força para que eu não fuja,
Pois sabe que eu tenho mania de fugir,
E sabe que é difícil me segurar.

Você chega para me revelar,
E mostrar coisas que eu não conheço.
E mostrar coisas que eu não sinto.
E mostrar coisas que eu não vejo.

Você chega para me completar,
Pra me acompanhar.
E mesmo assim consegue me deixar tão vazia.
Tão segura e ao mesmo tempo tão sozinha.

Você chega do mesmo jeito que vai.
Você me afaga, me beija, me atrai,
E simplesmente sai da minha vida!
Deixando-me sozinha no mesmo ponto de partida.

Brisa Dalilla =2005=


About entojo

É alma que não se cala; Palavra que tira de tempo; Transbordo de sentimentos... Não é sopro, nem é v e n t o; É livre, leve e solta; É ar em m o v i m e n t o…

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2 thoughts on “Poesia é mesmo uma coisa atemporal…

  • Pedro Camena

    Eu lhe sinto sempre diferente;
    Diferente de todos os sentidos.
    Sua palavra me invade, me toca
    E soa como se fossem minhas próprias.
    Eu escuto você sussurrar cada uma delas
    E me pergunto: qual o limite?
    O limite do real e do imaginário?
    A diferença do lido, da lenda e do lendário?
    Eu escuto você sussurrar cada um delas
    E como mero “audiotelespectador”
    Não canso de falar: Que porra é essa!!!

  • Dalilla

    “Pretinha
    Faço tudo pelo nosso amor
    Faço tudo pelo bem de nosso bem (meu bem)
    A saudade é minha dor
    Que anda arrasando com meu coração
    Não Duvide que um dia
    Eu te darei o céu
    Meu amor junto com um anel
    Pra gente se casar
    No cartório ou na igreja
    Se você quiser
    Se não quiser, tudo bem (meu bem)
    Mas tente compreender
    Morando em São Gonçalo você sabe como é
    Hoje a tarde a ponte engarrafou
    E eu fiquei a pé
    Tentei ligar pra você
    O orelhão da minha rua
    Estava escangalhado
    Meu cartão tava zerado
    Mas você crê se quiser…”

    […]

    É…