Monthly Archives: August 2008


Completude x Falta: resposta dúbia a uma teoria “tríbia” 4

Em homenagem aos devaneios de Diva, Edgard e Karim

Sempre acreditamos (e essa é uma crença pessoal) que o ser humano nasce completo. Tudo que precisa/necessita para ser, já traz consigo. Cabendo às suas experiências com o universo exterior e, principalmente, com o universo interior (muito mais vasto e desconhecido que universo exterior), trazerem-lhe a consciência do que é e do que já existe em si, através das novas, múltiplas, diversas e variadas descobertas destes dois universos.

Podemos chamar essas descobertas de experiências. O ser humano existe para experimentar. E vivemos do prazer de experimentar todos os gostos das nossas experiências. É isso que dá sentido à vida! Não importa se as experiências são agradáveis ou desagradáveis, ou a impressão que deixam gravadas em nossos “eus”. Importa mesmo é o sentimento de que a cada instante estamos sentindo, vivenciando e provando o gosto do novo. Resumindo: estamos em movimento.

O ser humano já nasce completo (repetimos: crença pessoal). Nada lhe falta e tudo lhe pertence. Não só daqueles dois universos, mas também daqueles que pelas nossas próprias limitações não conseguimos enxergar. Se é que conseguiremos um dia…

Não buscamos algo no quê ou quem para nos completar. Muito pelo contrário, nos buscamos no quê ou quem para ter a sensação de completude, que nunca chegaremos a ter. Até porque o algo é indefinido e não pode ser mensurado.

Quantos percentuais, quantas medidas precisaremos criar para estabelecer o tamanho das nossas necessidades, do que julgamos precisar?! É impossível medir, mensurar o que não se pode limitar. O limite do ser humano é o corpo. Nem a sua mente estabelece fronteiras…

Não importa, numa dimensão infinda e imensurável, discutir se o que falta é o que completa, ou se existe em si analogias ou diferenças. A beleza não está no estabelecimento de conceitos ou definições estanques, mas na busca dos novos conceitos e das novas definições que sempre estarão a surgir, para adequar àquelas mesmas necessidades a idéia de SATISFAÇÃO, que também não pode ser medida ou mensurada.

Acreditamos (idem: crença pessoal) não existir um ser humano plenamente satisfeito, porquanto ignorante da sua completude, e diante da sua eterna busca de encontrar no quê ou em quem, a parte que lhe completa. E apesar de tentarmos sempre nos referir à busca do quê, sempre acabamos por concluir que – seja o que achamos que nos falta, seja o que achamos que nos completa – nunca será encontrado no quê, mas em quem. O ser humano gosta de ser pessoal, gosta do quem. O quê apenas satisfaz algumas das suas necessidades, porém não tem o condão de lhe satisfazer plenamente, porque sempre se procura a resposta no quem, no outro alguém.

Há muito tempo nos convencemos de que o amor não é uma união e sim uma intersecção. Na união há sempre uma mistura, homogênea ou heterogênea, que não nos agrada. Se homogênea, perdem-se as identidades. As duas partes tornam-se uma única parte, indivisível e indissociável. Mas perdem-se as identidades e a beleza das diferenças. Qual a beleza do igual e do perfeito? Monótono, não tem graça! A graça está nas diferenças…

Se a mistura é heterogênea, são tantas as diferenças que a convivência com elas se torna insuportável! E aí também as diferenças perdem a graça. Dá para perceber como tudo é relativo?! Depende das nossas lentes. Da forma como enxergamos cada nova realidade, cada nova experiência…

Não existirá esforço, humano ou sobre humano, capaz de criar uma união completa. A união completa é um transbordo, e tudo que transborda gera excesso. Completo + completo = transbordo. Melhor explicando: o que acontece quando colocamos um copo cheio d’água num outro copo cheio d’água??? Faça esse teste em casa!

Daí que não é preciso encher o cheio que já está cheio, apenas para satisfazer a nossa pseudo-necessidade de nos completar com o que não nos falta. O transbordo é que dá a sensação de que algo nos falta. E não poderia ser diferente!!! Porque no transbordo perdeu-se parte do que já estava completo. O ser humano se faz incompleto, porque a sensação da falta não é do que falta, mas do excesso que se perdeu no transbordo.

Falemos agora da intersecção. Com ela nada se perde, tudo se adequa. As partes iguais se interagem, mantendo a identidade diversa de cada um dos objetos. Nela se mantém a integridade da beleza do todo. Não há transbordo, mas uma sobreposição de identidades, resguardada a beleza das diferenças e cada uma das distintas identidades.

Então, nem se fale em buscar o que lhe falta no quê ou em quem. Não se busca ter o que já se tem. A busca é pelo conhecimento do “tido” desconhecido; do reflexo do quê ou de quem; da parte que se pensava faltar, mas que efetivamente já existia. O ser humano não procura o que lhe falta no outro. Procura a si mesmo no outro. Procura o seu reflexo. O reflexo do que sempre foi completo…

Pedro Camena e Brisa Dalilla =31/08/08=


E hoje eu poetizo através dela… 2

A INTENÇÃO

São coisas sentidas
Que por fim me pertubam
Onde me perco, me acho
Num copo de intenções

Um corpo insiste
Numa despudorada permanência
Numa delicada exigência
De fantasias reais

E dos olhos que se cruzam
Soa o grito de desejo
Como se já existisse o beijo
Mesmo sem propósito declarado.

Diva Brito =05/2005=


A ARTE DO ENTOJO 2

Não sei até onde o Entojo
é cena ou encenação.
Realidade ou imaginário.
Verdade ou habilidade de quem mente.
De quem transforma a realidade
em outras realidades,
só pra esconder a mensagem aparente…
Não sei até onde o Entojo
me beija ou me apedreja.
Me consola, me assola ou me dá de sola!
Me descontrola…
Sei lá o que vem de lá!
Nunca se sabe…
Pode ser um afago, um engasgo
Ou mesmo um desengasgo
amoroso, furioso e, por vezes,
diria até… impiedoso.
Mas vem de dentro pra fora…
E pra mim, Sir Camena,
Que sempre lhe oferece a outra face,
Importa apenas a sua arte.
A arte do Entojo do qual faço parte.

Pedro Camena. 26.08.2008.


TRANSCRIÇÕES 4

Da minha agenda de 2006 (meu último “querido diário”)…


18/08 – Sexta-feira –
Festival de Inverno Bahia

Chegamos em Conquista à noite. Paramos no toco. Toco? Que nada! O nome do lugar era gancho e eu falei toco! HAHAHA Anderson buscou a gente com a namorada dele e mais um menino bem gracinha. na casa foi bem legal, galera bem pra cima. Só teve um baixinho que ficou dando em cima de mim. Normal, né?! A estrutura do Festival é perfeitaaaa! Alguém me explica o que é aquilo? Que cidade é essa, meu pai? O que eu tava fazendo perdida aqui em Itabuna que nunca tinha visto isso? Vanessa da Mata arrasou. Que mulher linda! Com aquele saião enorme, descalça, se acabando de dançar num tapete no palco. E eu curti até a última banda. Quase me perco da galera, porque Diva foi embora mais cedo. Mas achei aquele menino carequinha da camisa verde. Aó me localizei. No fim tudo deu certo. Muito bom!

19/08 – Sábado – Noite louca!

Acordei que nem uma doida. O menino que me cedeu o quarto e a cama tava dormindo no sofá, tadinho! Saímos pra almoçar e encontramos com Diva e Léo perto do terminal. Diva fez uma brincadeira dizendo que eu ia ficar com ele. Vê se pode?! Eu nem lembrava o nome do menino… HAHAHA Ah! Em tempo, o nome dele é Pablo. Descobri por Diva! *rsrsrs* Ficamos a tarde toda em Paulinho, um barzinho massa. Você nem bem respirava e seu copo já tava cheio. Depois rolou um reggae na casa que a gente tava (a Floresta). Foi hilário! Torrei quase uma garrafa de conhaque sozinha! Depois fomos bêbados pro Festival. Só lembro de ouvir a última música de Lenine (que foi a primeira pra mim) e acordar no barracão do forró com Lordão! Cara, eu apaguei em Engenheiros e Los Hermanos! Quando caiu a ficha eu tava no barracão com Pablo! Aff… Se eu sou doida? Doideira maior rolou depois! Sinceramente… APAIXONEI!

20/08 – Domingo – Sem comentários?!?

Que leseira foi essa!? Coisa de louco… Mal chego aqui e já tô de romance. Hehehe. E olha que eu tinha jurado vir aqui só pra ver O Rappa… Pense! Fomos à tarde para a casa do irmão de Pablo (que não parece nada com ele, diga-se de passagem). Batemos a velha feijoada e depois a galera ficou tomando várias. Galera show demais! Até Luci, da E10, tava lá. Mais tarde descemos pro Festival. Ah… Aí eu já tava em outra dimensão… Primeiro Fernanda Porto, minha loucura! Tocou tudo que eu amo! Paulinho Moska foi muito bom também. E depois… Depois veio O Rappa!!!!!!! Foi simplesmente s e m c o n d i ç õ e s!!!! Não tem como explicar! Eu e Diva ainda ligamos pra Digalogo de lá! Era o níve dele! Cara, não tenho como explicar! Vou dormir, que tô chapadassa (como diria Jaquinho)!

21/08 – Segunda-feira – O retorno…

A volta pra casa é a pior parte… Pra mim, eu não levantava daquele sofá NUNCA em minha vida! Bom demais! Mas a realidade sempre nos chama. E a minha (por enquanto) é Itabuna… Levantamos do referido sofá (depois de Zé Luíz – bêbado que nem um gambá – pegar na minha bunda duas vezes… :P) e fomos refazer o caminho de volta. Rodamos um pouco pela city até chegar ao gancho (ou toco, sei lá! HAHAHA) e pegar o buzão. Poxa… Vou sentir falta daqui, viu? Bom lugar pra se viver, esse… Mas seil á, que sabe eu não volto? Valeu muitoooooooooo!

22/08 – Terça-feira – Êba!

Já em Itabuna. Conversando com ele pelo msn. Tá rolandooooooooooooooooooooooo! HEHEHE

23/08 – Quarta-feira – Vou ou não vou? Ai, eu tô com medo!

Nossa mãe! Esse menino tá mexendo comigo mais do que queria admitir… O que há, Brisa? Vixe, Maria! Parece doida… E agora? Eu vou ou não vou? De qualquer forma, eu já falei coisas demais pra ele (ahahaha)! O que faço? Será que cara ou coroa funciona pra resolver o impasse? Amanhã penso nisso…

24/08 – Quinta-feira – FUI!

Bom, tô indo… E que seja o que Deus quiser! Mais uma vez arriscando… Quem sabe não sai algo daí? Conquista… Aí vou eu!

25/08 – Sexta-feira – Ninguém acredita em mim (e eu adoro)!

HAHAHAHAHAHAHAHA
Ninguém botava fé que eu viesse!
E eu vimmmmmmmmmmmmmm!
VIM!
Até Godô duvidou!!!

Ps: Aqui parece ser uma cidade boa pra se morar… Quem sabe…

O resto vocês já sabem. Voltei pra Itabuna só pra arrumar a mala. Fui e nao voltei por um ano e meio… Muitas coisas boas, muita batida de cabeça, muito aprendizado… Tempo bom (como todos os outros que cismam em não voltar mais)… Hoje, estou de volta a Itabuna. Mas sei que cada tempo é seu tempo. Cada coisa acontece como deve acontecer. E isso nem foi excesso de saudosismo. Apenas uma forma de marcar essa data. Hoje faz exatamente dois anos que eu voltei de Conquista a Itabuna, já na intenção de fazer minha primeira jornada totalmente sozinha. Foi duro, foi difícil, mas foi lindo! Um beijo enorme (em pensamento, já que esse blog é pouco lido pelo meu povo de lá) e uma saudade imensa de tudo que vocês (e principalmente, Bito e Godô) me proporcionaram nesse tempo que fui uma itabunense-conquistense. AMO MESMO.

Amo porque não existe outra forma…

Brisa Dalilla =21/08/08=


eu te sinto.

você que ilumina o dia chuvoso
e a noite sem lua,
eu te sinto.

você que alimenta a alma
e me enche de cor,
eu te sinto.

você que desvirtua meus sentimentos de amor
e de dor,
eu te sinto.

você que me sente de todas as formas
e jeitos,
eu te sinto.

você que me ama e me adora
apesar dos defeitos,
eu te sinto.

você que caminha dentro
e fora de mim,
eu te sinto.


eu te sinto…

Brisa Dalilla =19/08/08=


Brincando de Escrever

Quando crescer seremos “sei lá o quê”…
Tudo que nos der prazer!
Porque ser “não sei o que lá”…
é muito chato, dá muito trabalho!
Que bom que ainda somos crianças
cheias de semelhanças.
E na falta do que fazer
(no tempo que nos falta),
brincamos assim: de es-cre-ver.
Reconheço que o tempo é curto,
mas o (nos) manipulamos bem.
Com caneta e papel nas mãos
(essas armas letais)
Ninguém pode com a gente!
Fazemos a diferença, simplesmente,
Porque somos diferentes…
Ponto!

Pedro Camena *16/05/2008*


VEM! 2

Vem,

Que do meu jeito é diferente.

E a gente sempre sente

O tempo fechar e o tempo

Chover.

Vem,

Que sou menina carente.

Sinto falta do teu cheiro

E preciso do teu sentir

Teu amar, teu viver.

Vem,

Que nessa onda de inconstância

De repente eu viro dança,

Me encontro pelo mundo

E logo volto a me perder.

Vem,

Que sem querer eu me fecho

Fico presa no meu verso

Na ânsia de aplacar a sede

E o vício de você.

Vem,

Que eu chego cheia de vontades

Desejos loucos. Insanidades…

Gritando aos sete ventos

O apetite por você…

Brisa Dalilla =11/08/2008=


O ÓCIO DA HIPOCRISIA 1


Perco-me em momentos ociosos
Zapeando canais estúpidos na TV.
Pensando, com essa mente vazia
Numa eterna fantasia
Cheia de hipocrisia.

Casa vazia,
Desencontro de sentimentos.
Ânsia por momentos
Em estado longínqüo.

Alma vadia
Em eterna tristeza.
Perdi a destreza
Com minha própria vida.

Sinto-me partida,
Incompleta,
Inútil,
Perdida.

Caio no sono
E começo a sonhar
Com aquele tempo longínqüo
Que eu me permitia viajar.
O tempo onde tudo que eu queria
Simplesmente, se perdia.
E eu me esquecia
Do que era, ou o que fazia
Totalmente sozinha, na casa vazia.

Mas o que haveria de fazer
Perdida naquela estúpida monotonia?
[NADA]
E eternamente em sonho
Eu me esquecia,
Presa no buraco negro
Do ócio de minha própria hipocrisia.

Brisa Dalilla =11/2006=


Se não for agora, quando? 1

Tem hora de parar – e tem hora de partir.

Tem hora de permanecer quieto e calado num canto,
e tem hora de cantar e de voar.

Agora,
agora não é hora de dobrar as asas,
nem de calar a voz,
nem de catar gravetos para fazer o ninho.

Agora não é hora de sentir remorsos.

Não é hora de buscar consolo,
nem de caiar o túmulo.

Agora que estou na beirada,
bêbado de alegria
e pronto para o salto,
não me segure em nome de nada.

Não queira impedir-me
dizendo que é muito cedo,
ou que é muito tarde,
ou que está escuro, é perigoso, muito alto,
muito fundo, muito longe…

Não!

Se você não puder incentivar-me para o salto;
se você não puder empurrar-me
em direção à Vida,
então não me segure.

Não me prenda, nem me amarre.

Não envenene com teu medo a minha dança.

Seja só uma silenciosa testemunha desta vertigem.

Porque agora,
agora é hora de voar.

É hora de abrir-me a todas as possibilidades.
E saltar num vôo livre e sem destino
para dentro de mim mesmo.

[Edson Marques]


Ainda esperando a marca nova do Entojo… 1

Mas já tô quase definhando de saudades de publicar minhas doideiras aqui. Como pode uma página em html parecer que é parte do seu corpo (ou alma…)? Entonces, como já disse antes, espero que a marca do Entojo saia logo, porque eu já tenho dois contos no forno e uma ‘caralhada’ de poesias doidinhas pra aparecer por aqui.
Besitos e quejitos! :* muá :* muá

KAÚLA! OLHA O AVISO! 4

O ENTOJO SÓ VOLTA AO FUNCIONAMENTO NORMAL QUANDO VOCÊ ME APRESENTAR A MARCA NOVA… SENÃO ATÉ LÁ FICO OFF MESMO. VOU APROVEITAR QUE JÁ TAVA DE SACO CHEIO MESMO… RSRSRS

KAÚLAAAA! CADÊ A MARCA DO ENTOJÃO!?

ESTAMOS EM GREVE ATÉ RESOLUÇÃO! HAHAHA

BEIJOS, :* MUÁ :* MUÁ