Babaquice emocional 4


Porquê as pessoas fazem questão de ser más, cruéis, vis (e qualquer outro sinônimo malévolo que você puder pensar)???? Porque, porquê, por que (tá, eu não sei usar os porques!)???? Tipo, quando você bem adolescentezinha, no aaaaaauge dos seus hormônios, acorda e se depara com aquela espinha de bruxa da carochinha, má instalada na ponta do seu nariz (ou queixo, ou no meio da testa)… Já dá um desespero louco do estilo “não vou sair de casa nunca mais!”. Aí, você bem linda-loira-japonesa resolve sair de casa, depois de passar dois quilos de corretivo pra esconder o estrago e vem aquela pessoa (má, cruel, vil) te perguntando: “O que é issomm no seu queixo-nariz-testa-whatever? Uma espinha, éééé??”. E faz aquela cara de “vitóóóóória dos céus, eu não tenho espinha”, esperando sua resposta. Você claro, arrasada e sofrida, só dá um sorriso amarelo e explica que são os hormônios e tal tal tal. Mas pra queêêêê caixas d’água alguém tem que fazer uma coisa dessas? Não já sabe que a pessoa já deve estar se sentindo a ameba do cocô do cavalo do bandido e ainda piora toda a situação, reduzindo-a a uma espinha amarela e purulenta ambulante? Pessoas más, cruéis e vis como essa merecem um bom e sonoro tapa no meio da fuça pra aprenderem a tomar seu comprimido de semancol de manhã cedo. Ou então deveriam juntar uns trocadinhos e comprar um desconfiômetro na Ricardo Eletro (super promoção do diammmm, pague dois leve ummm) pra deixarem de ser abestadas! Ô, mas eu morro de ódio!!!! Todo esse discurso raivoso aconteceu do nada? Nonnnnn! Claro que tem motivo. Acordei hoje super-mega-maxi atrasada pra chegar no trabalho (tipo, cheguei uma hora depois e todo mundo esperando na porta, porque eu tenho a chave) e não pude dar aquela arrumada matinal na lataria. Não deu tempo de instituir a guerra diária contra os pêlos malditos que surgem no meu queixo, devido ao excesso de hormônios de meu querido organismo. Aí já viu, né? Pra um observador minucioso que pára e pega meu queixo com a mão e analisa com lupa a situação, eu sou uma mulher barbada. Mas sei que são simples pêlinhos no queixo. Babaquice pura, né? Apenas pêlinhos… Bah! Mas eu odeio, eu detesto ter essa fauna de pelos escuros pelo meu queixo lindo. E isso me irrita. E já basta essa auto-irritação. Não preciso de ninguém apontanto pra mim e dizendo “olha, ela tem barbinha”! Mas é o que normalmente acontece. Estou rodeada de pessoas más, cruéis, vis e sem desconfiômetro, que me destrooooem com essas coisas. Bom… Acho que agora eu já desabafei. […] […] […] […] […] Agora me resta aproveitar o horário do almoço, pegar minha bela e linda pinça e guerrear contra os pêlos malditos que resolvem aparecer onde não são chamados. Deus é pai e sei que vai me fazer rica pra abusar do bem que é a depilação definitiva. Aleluia, aleluia, aleluia. AMÉM!

Sobre entojo

É alma que não se cala; Palavra que tira de tempo; Transbordo de sentimentos... Não é sopro, nem é v e n t o; É livre, leve e solta; É ar em m o v i m e n t o…

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