Monthly Archives: November 2008


direto da convenção de tatuagem de ssa 2

Sofriiiiii! E hoje ainda tem mais. Jacob me inventou um fundo… Aiiiiiiiiiiii, minha perninha! mas tá valendo à pena! Vamos ganhar essa porra! rs Beijos a todos e saudadessss de minha cidade feia e cheia de muriçoca (e das pessoas que vivem nela, claro)… :******


outta

deixe-me livre
faça-me livre
na dança do vento
na saia do tempo…
momento?
já não há momento
o passado é imenso
o presente, intenso
você preso em meu tempo
(seu tempo e meu tempo
fundido, perdido
ao meio, partido).
esquecido…
meu amor em sua mão
minha dor
e seu coração.
mentiras vívidas (vividas)
rosto lívido em covas vazias.
sem guias
ou explicação
recebo e rechaço
seu gosto e seu não.
só eu sei teu nome
só eu sei tua fome
só eu chego ao âmago do ser…
não me negue prazer!
abro-me.
aconchegue-se.
ame-me – amo-te
amor…
viva afeição que nos impele
para o objeto dos nossos desejos.
desejos, beijos, lampejos
em ardor a exaltação.
te levo e te xingo
te jogo em meu chão.
pra provar pra ninguém
que só eu te amasso
recebo e rechaço
seu gosto e seu não.

Brisa Dalilla =20/11/08=


Capitanear

Eu estava bem aqui

Prontinha pra me regenerar
Disposta e virar meus conceitos
Como achei que deveria estar

Aí você vem e me desfaz
Se embola nos gestos
E vem tropeçando por trás
Destoa todo conto encantado
(que na verdade só vinha de mim)

Se vira e joga tudo pro alto
Da forma mais estanque e banal
Quebra todas regras,
Por causa do pecado original.

Eu pensava ser o capitão deste navio
Agindo com mãos curiosas e pontas de dedo.
Dia após dia, esperei muito de você, meu amor.
Dia após dia, esperei que descobrisse meu segredo…

falha do amor 3

ela senta na cama e sonha.
perde-se num tempo (in)existente e longínquo.
perde-se no redemoinho dos próprios pensamentos.
perde o rumo, perde o tino.

canta ópera de mentira para as paredes.
se encanta com a própria imagem nos espelhos.
julga-se linda, ainda que esquecida
pelas ondas insanas dos cachos de seus cabelos.

ela senta no chão e chora.
é tudo tão frio, tão sem sentimento.
ela corre o mundo todo, gritando ao tempo
que um dia se perderá na curva do vento.

canto solene num pranto enxuto,
da garota sem rumo, da mulher vazia.
que julga existir apenas por uma falha do amor
que concebeu seus encantos naquela estranha noite fria.

Brisa Dalilla =13/11/2008=


medrosa 1

vontade eu tenho demais,

e quando você falar o que espero

já saberá minha resposta.
mas não sei o que acontecerá,
no dia que nossa poesia
finalmente virar prosa.
Brisa Dalilla =10/11/2008=

insólito 2

noites l o n g a s,
noites pálidas.
*constelações*
perdidas num
céu de opções,
ou ilusões…
maculando o tempo,
livrando o momento,
no azul negro (da noite),
do vento do apego (e do açoite).
quero viver em liberdade
mas há tanta saudade…


Brisa Dalilla =06/11/2008=