Não se aproxime de mim.
Pois mordo! E mordo forte…

Não se aproxime de mim.
Pois estou cansada de terceiras intenções…
Aliás, de todas as intenções.

Essa pessoa aqui, seu moço,
Morde para se proteger.
Como bicho acuado. Perseguido.

Não quero saber desse desmazelo!
Nem palavras doces e falsas,
Ou carícias na mão, colo ou cabelo.

Não suporto mais a idéia do corpo!
Não encontro quem me enxergue pela alma.

E para o caso de você recomendar que eu me esconda e me cubra,
Alegando que aí – talvez sim – queiram ver meu interior.
Revido com o argumento único da liberdade adquirida!
Não faço nada que a ameace.
Minha liberdade é o que posso chamar de MINHA VIDA!

Recomende aos desavisados
Que obedeçam à placa, seu moço:
‘Aqui reside animal raivoso. Animal perigoso em fúria eterna’

Fuja! Corra! Não se aproxime!
Pois mordo! Mordo forte!

E com requintes de crueldade, seu moço…

Brisa Dalila

entojo

entojo

É alma que não se cala; Palavra que tira de tempo; Transbordo de sentimentos... Não é sopro, nem é v e n t o; É livre, leve e solta; É ar em m o v i m e n t o…

3 thoughts on “SEU MOÇO

  1. SOU EU: “SEU MOÇO”!

    Hei, moça!!!
    Aqui quem fala é “seu moço”!
    E chego cheio de intenções.
    Primeiras, segundas, terceiras…
    Todas elas: boas e más.
    (aliás…)
    Do jeito que você cansa,
    Do jeito que você gosta!

    Sabe, moça…
    Esse “seu moço” aqui,
    não tem medo de mordida.
    Nem da sua mordida raivosa!
    Apesar de não ser vacinado,
    Pras coisas que fere a carne
    E passa pro coração.

    Mas, tenho medo não!
    Quero que me morda
    e morda “de com vontade”.
    Com todas as intenções:
    primeiras, segundas, terceiras…
    Todas elas: boas e más.
    (aliás…)
    Do jeito que você cansa,
    Do jeito que você goza!

    Pedro Camena *17/05/2008*

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