Monthly Archives: March 2009


I wanna be a vampire 1

Sugar o sangue,
Sugar o que ferve…
E que a luxúria me enerve!
Entretida no transe,
Sem qualquer pudor…
Faça-me sentir calor!
Ferva-me,
Entretenha-me,
Camufle-me.
Componha-me versos,
Cheios de retrocessos
E encharcados de prazer.
Sorva-me,
Sugue-me…
Sou tua,
Mas só até o amanhecer!
Crepúsculo de uma cor só.
História insana de corpos
Que não podem ser um só.
Vontade de um só?
Ah, então não há
De acontecer…
Para consumar o prazer
Todos tem de estar
Numa só vontade,
Onde só a luxúria diz a verdade,
Onde o coração não dita regras,
Onde o vampiro sou eu,
Não você…

Brisa Dalilla


mots sincères* 1

(eu falo por…)

-você-

dormir cansado (do mundo).
acordar cansado (de tudo).
perecer…

per-ma-ne-cer…
isso está tão errado,
e só você não vê.

tempo? não há tempo.
o momento não vivido
não arrefece o sentimento.
só potencializa,
aumenta,
define.

meus fantasmas rondam, ameaçam…
sobrevoam a névoa longínqua onde ela se esconde.

“poderia viver?
saberia durar?
tentaria fugir por nada?”

ora, mas deveria me preocupar? calma, calma…

está tudo voltando a sua configuração inicial…

(eu falo por…)
-ela-
sei que você entrega a alma
inteira ou repartida
ao jogo desse tabuleiro.
e o jogo é real,
com rainhas, cavalos, peões.

como que peça mesmo você
vai jogar?
ah, rainha! claro…
sei que é nobre demais
para se trair tão estupidamente.

você é mais forte. m a i s   f o r t e… MAIS FORTE!
(que todos nós, olhe bem…)
pensa que
v  a  i  ,   v  a  i  ,   v  a  i  . . .
cair,
____cair,
________cair…
bem assim… d e v a g a r i n h o…

mas o sentimento é puro, forte e grande.

eu deveria tentar atenuar,
fazer sucumbir,
como manda meu interesse interno.
mas o interesse externo total,
insiste em mantê-lo de pé.


“poderia morrer?
saberia lutar?
tentaria vencer com alma?”

olha… me ouça…

as coisas não são necessariamente assim
simplistas e simplórias…
só lhe basta colocar os óculos

(caros e estilosos)
e ver que
só você pode cuidar disso tudo…

(eu falo por…)


-mim-
será que o verbo que os une
vai chegar então ao fim?

“no meu sonho tenho o mar,
tantos pontos para alimentar”

não há calma
nessas palavras sinceras.
vêm aos borbotões,
não param de escorregar
por meus dedos
curtos e grossos.

palavras ditas por dedos presos em nós…
palavras sentidas por sentimentos sós.
apenas palavras…
cortantes e doloridas,
de uma alma ferida.

tempo? não há tempo.
há o momento
onde não nos dissociamos.
onde nos fundimos
em diversas partes totalmente
desiguais.
e mais,
não há necessariamente
ganhar ou perder.
a decisão não cabe a ele,
muito menos a você.
só existe uma necessidade imensa
de viver,
de conviver.
e de ser,
ou de deixar de ser.
nós contigo,
e ele com você.

Brisa Dalilla =10/11/2008= 03:23h

______________________________________________
*mots sincères – palavras sinceras

vá tomar no colo do seu útero! 5

Tudo começou quando eu ainda era mata virgem, ainda intocada, fechada para os lenhadores morenos, sarados e de olhos cor mel… E toda menininha que se preza faz visitas ao ginecologista, coisa de praxe mesmo pra quem ainda não liberou a perseguida. Só que certa vez eu decidi ir sem mamãe do lado e a médica (que eu nunca tinha ido antes) não me perguntou se eu já tinha dado ou não e enfiou um espéculo nas minhas partes baixas. Pause para explicação: meninas puras não passam pela tortura do espéculo, esse negóz prateado aí do lado… Se não guenta um pinto ainda, vai guentar isso aê? Em teoria não, mas eu ganhei esse brinde. Fui *especulada* antes de ser deflorada. Coisas que só acontecem comigo mermo.

E, ô negocinho que incomodou, viu? Ela enfiou a parada fechada e lá dentro abriu até parecer que ia me lascar no meio. A médica ainda deu uma girada supimpa lá dentro pra visualizar melhor, que eu vi estrelas coloridas mil. Depois do exame desnecessário ela disse “Gatinha, você está com uma feridinha no colo do útero.”. E eu calmamente “Mas eu nunca transei, Dona Doutora. Coméquipode?“. Niqui ela responde, me censurando “Seria bom se você tivesse avisado isso antes, pra eu não ter colocado o espéculo…”,  e eu “Ué, você não perguntou…”!

Adiantando o papo, prrq senão a gente ia ficar naquela até o próximo milênio, eu pedi pra ela me explicar como eu tava com uma ferida na porra do colo da desgrama do útero se nunca tinha dado minha xexeca! Ela disse pra eu me acalmar, que aquilo era uma coisa congênita, que não tinha ver necessariamente com relação sexual, essascoisa e tal. Veio de mamãe pra filhinha. Em tempo: Valeu, mãe! Voltando… Segundo a doutora, bastava cauterizar a ferida e tava tudo lindo. Não me proibiu de nada e marcou pro outro mês, prrq tinha que ser logo depois da menstruação (ói a feridinha aí do lado, bombando o planeta).

Não sabia eu que conheceria os prazeres do sexo logo nesse intervalo de tempo. Já disse que essas coisas só acontecem comigo? Então… Depois de um mês de descobertas a acessos inimagináveis em meu lindo e roliço corpinho, fui na tal médica cauterizar a feridinha lindinha. Foi bem legal. Mais processo de enfiar espéculo, abrir espéculo, girar espéculo. Ainda colocou um câmera pra eu ficar assistindo, supimpa! Pelo menos eu fiquei sabendo que beleza interior não é meu forte. Aquelas mesmas coisa de sempre, pressão baixou, desmaiei, posição de trendelemburgblablabla. Entre colos e feridos, salvaram-se todos.

Depois vem ela me dizer que tem que ficar um mês sem fazer ozadia. Mas que pra mim não valia, já que eu era vilge (maria!). Ela não ia imaginar que em um mês eu ia liberar a periquita, né… Ô pôvo crédulo! O problema não é necessariamente ficar 1 mês sem fazer sexo e tal. Super normal. Isso acontece de vez em quando comigo… O problema é você saber que não pode fazer! Isso mata qualquer ser que tenha duas pernas para abrir.

De maneiras que o novo namoradinho teve que segurar um mês sem acessar minhas reentrâncias, o que quase deixa o menino doido. Até hoje não posso garantir que ele não tenha procurado assistência profissional em algum brega ou coisa que o valha… Mas se a necessidade o levou lá, o bichinho usou camisinha e escondeu todas as evidências direitinho pra que eu não descobrisse. Já diria o poeta, né: “Visibilidade opaca; Cegueira seletiva…”

O caso desse texto todo acima é que, depois de milênios passados, depois de eu ter cauterizado a ferida e depois de eu ter desmaiado durante a porra da cauterização, a feridinha no colo do útero voltou. E lá vou eu pra mais processo de enfiar espéculo, abrir espéculo, girar espéculo, cauterizar e o escambau. Mas o pior, o terrível, o mais preocupante fato de, denovo, não poder fazer sexo por um mês!!! E outra… Eu não tô namorando, não tô com peguete fixo… Mas quer apostar quanto que assim que eu cauterizar a desgrama do colo do meu útero, aparece um?!
_______________________________________
Ps: Texto escrito em 09/02. Precisamente 13/02 eu comecei a namorar. Preciso dizer a dificuldade que eu passei nesse mês? HAHAHA


TOP 10 3

Oi. Ainda não consegui me concentrar pra escrever sobre a viagem a SSA. Vocês sabem que eu sou movida a preguiça, né… Então isso não é tão inesperado. Enquanto a vontade de escrever não chega, vamos de umas das maiores trivialidades bloguísticas, o MEME. Não sabe o que é? Eu explico… É mais ou menos uma corrente de postagens entre blogueiros. Eu posto a paradinha aqui e indico três blogs pra fazer o mesmo, que vão indicar mais três e por aí vai. Melhor do que a corrente da Samara… Vai longe! =D
Esse Meme foi inspirado no top 10 criado por um amigo, o Tiago Sem H. Aí os indicados lêem (Com acento mesmo. Foda-se a reforma ortográfica!) e colocam as suas 10 preferências e “odiosidades”.
10 coisas que eu adoro:
1 – Barra grande *-*
2 – Conhaque (hic!)
3 – Poesia
4 – Polenguinho
5 – Livros
6 – Tatuagem
7 – Bolsas (muitas! muitas!)
8 – São João de Ibicuí
9 – Viajar sem destino
10 – Virar a noite jogando buraco on-line
10 coisas que eu destesto:
1 – FEDOR!
2 – DR (discutir relação)
3 – Erros de português
4 – Pergunta idiota (tolerância zero!)
5 – Que mandem adivinhar quem tá falando no telefone
6 – Gente insistente
7 – Que encostem em mim com o cabelo cheio de Kolene
8 – Cobrança
9 – Dar o último pedaço do que tô comendo
10 – Pseudo-intelectuais
_________
Os três indicados são Manu Berbert, Milena Palladino e Edgard Freitas.
Mas tá livre pra quem quiser fazer o seu… Posta no blog ou coloca aqui nos comentários.
Beijosequeijos

resultado? 1

Não teve sarapatel, não teve encheção de saco de Ninniiiiii, mas milhares de outras coisas aconteceram na mini-viagem pra SSA. But… Isso é assunto para uma postagem em capítulos… Aguardemmm [/silvio santos]!


visita de médico

vou ali em ssa e já volto. só vai dar tempo de comer um sarapatel e ouvir nigrinha da barroquinha no mercado do peixe e/ou torrar a paciência de Ninniiiiii. Volto já depois dos comercias. =D Beijosfoilindo


Importância 1

A ninguém importa
Essa ansiedade desmedida,
Essa falta de calma,
Essa vontade incontida.
A ninguém importa
Minha falta de chão,
Minha necessidade de ar,
Ou minhas crises sem razão.
(Esse ar que necessito
É o ar da liberdade.
É a possibilidade
De ter todas as possibilidades.
Sempre solta, aberta,
Livre para o mundo
E poder, quando quiser,
Cair no azul profundo.)

A ninguém importa
Minhas tantas viagens loucas
Minha insatisfação inintendível
Minhas pobres palavras soltas
A ninguém importa
E realmente nem poderia
Cada um sente da sua forma
E só eu entendo minha poesia…

Brisa Dalilla


dá licença, vou passar 4

antônimo de um tempo
onde, encantada pelo momento
tola, deixei-me levar

traduzi teu pensamento
esqueci todo lamento
consegui, aos poucos, lhe captar

no abismo furta-cor
onde camuflei meu amor
em dor, cheia de razão

afundei-me na não-mente
escondi o que se sente
impus, enfim, meu não

em nosso ateísmo religioso
meu deus é seu gozo
e a vontade foi cumprida

ama-me, quando te amo
rechaça-me, quando te chamo
leva-me da tua vida

Brisa Dalilla
—————
alguém me manda pra porra, fasfavor? pfffffff! b’gada!

PRESENTE 1

Acham que busco a segurança.
Mas na verdade,
É a liberdade que me prende.
E estar solto talvez seja
O ponto chave,
Da forma de fazer dar certo.
É o estar perto,
Sem a total exigência.
É a relação alma com alma,
Ultrapassando limites do corpo,
Transmitindo uma calma
Que não termina quando você se vai.
Meu presente a você,
É minha presença em seu viver,
Hoje, comigo – honesta e intensamente.
O amanhã não é mais hoje,
E tolo é o que mente
Dizendo do que depende o amanhã,
Sem saber que a dependência é do que se sente…

Brisa Dalilla =2006=


(des)localizando 1

de dentro dos meus olhos você me olha
através do arco por onde contemplo todo teu brilho
de dentro da minha mão você me toca
através de gestos intensos por onde te sinto pulsar
de dentro da minha boca você me beija
e através da tua respiração a minha arqueja
de dentro do meu coração você me sente
através dos intervalos do tempo e do espaço
brincamos de ser protagonistas
do nosso próprio mundo.
de dentro de meu sexo, você me deseja
e através da fome que de seu corpo rijo, exijo
transcendemos juntos, os pontos ditos fixos.
nos embebemos da mesma energia
que guia nossa fome de alegria
e nos transporta para aquele mesmo mundo
onde não podemos perder um segundo,
onde sequer imaginamos futuro sem “nós“,
onde não admitimos mais sermos sós

Brisa Dalilla =09/03/2009=


Fevereiro em Belmonte 1

Transmissão,
Fluindo em transição
Da libido, do inibido
E do suor no seco!
De um encontro furtivo,
De um amasso no beco.
Da tentação…
Onde se conhece
E não é conhecido.
Da gente que vive,
Que sente,
Intensa e honestamente,
Cada confusão da paixão.
Bahia, festa, alegria!
E o tesão f l u i n d o
Na parede do beco,
Na beira do rio,
No quartinho dos fundos.
E a certeza
De que ano que vem
SEMPRE tem mais.

Brisa Dalilla =2001=


—–
Relembrando….

esclarecimentos e etc

Mudando as coisas aqui (só pra variar). Layout antigo, mas com umas reformulações básicas. Dá pra perceber que eu tô com preguiça ideológica de tudo, né? Até sei que vocês tão se contorcendo de saudades e coisa e tal, mas mamãe tá sem inspiração meissshmo! Vamos dando uma segurada aí, curtam os links dos blogs amigos ao lado, trabalhem, bebam, façam sexo, sejam felizes. nada fora da desordem habitual de sempre (e viva a redundância!).
beijos, foi lindo, me bibem!