recife, would you be my valentine? 10


amigos baianos perguntaram “ô véi, que porra você tá fazendo em recife?”. tem gente que ainda nem sabe que há exatos 254 dias eu saí de mala e cuida da bahia e vim parar no calor mais cretino de pernambuco. acham que eu tô lá na bahia, escondida. bem, respondendo à pergunta dos amigos, há uns 6 meses atrás eu diria “vim a trabalho, tô conhecendo as coisas daqui, descobrindo a cidade, as pessoas e curtindo tudo.”; há uns 3 meses eu diria “tô passando um perrengue danado, mermããão. meio perdida das ideias mas segurando a barra como dá.”; hoje eu (fora do momento entojo de ser) digo: “quero sair daqui não, fasfavor… com perrengue ou sem perrengue: RECIFE TE AMO <3”.

“mas mô véi… a bahia não é o melhor lugar do mundo? o que tu quer fazer em recife?”. veja bem, cara pálida. ser baiano é massa quando você tá fora da bahia (pelo menos na minha visão das coisas). é muito – mas muito mais mesmo – interessante dizer que é da terra do acarajé, fazer piadas com a tradicional preguiça da minha terra e mostrar a pimenta (alô alô!) que a gente tem, estando fora da bahia. como diz o querido colega de profissão e conterrâneo, nizan guanaes “lá todo mundo é baiano, né?”. o negócio é esse… de onde eu venho não tem tempo ruim, a gente dá jeito em tudo e o sambarilove é de fábrica.

“mas e aí, como é estar na terra do frevo? o que você ganhou até agora?”.

dinheiro é que não foi #brinks. comparando à minha realidade itabunense de sempre, tô indo pelo caminho certo. quem me conhece sabe que meu 15º sobrenome é perrengue. mas quem disse que eu desisto? até fraquejo umas horas, mas sempre tem umas boas pessoas do lado pra me dar um sacode ou um cafuné, dependendo do #mimimi. recife foi luz na minha vida, mermão. mas também, eu vim pra cá numa sede tão grande de fazer dar certo que não tinha o que me parasse (além de mim mesma).

agora tô eu aqui, 254 dias depois, jogando aquele mesmo jogo do contente de sempre (três vivas a pollyanna!) e sendo feliz. comassim jogo do contente, brisa dalilla? pô, pra você que não conhece a teoria do jogo, ele consiste em achar o lado bom de cada coisa ruim que acontece e se fixar nisso. vamos ver: continuo morando na mesma casa com aquela roommate cretina e seu namorado à tiracolo, num quarto que é um forno no único momento que eu o uso – à noite depois do trabalho. mas vejamos o lado bom: eu vou andando pro trabalho, não gasto com condução, tenho tudo pertinho e pago relativamente barato pra morar nesse bairro de semi-rico, que é boa viagem.

ainda ganho marromeno, mas ganho mais que em itabuna e aos trancos e barracos (e com ajuda dos universitários) tudo vai se arrumando. sou apaixonada pelo meu trabalho, tenho um carinho enorme por cada pessoa lá da agência (mesmo as atendimentas =DDD) e cada dia vejo que tô no caminho certo mesmo mesmo. construí uma rede de relacionamentos fuderosíssima, que só tem gente boa e que me traz coisas boas. porra… tenho amigos de monte, que tiveram a insensatez de gostar de mim de primeira (ainda bem que não perceberam ainda que levaram gato por lebre. RISOS). tem também meu companheiro da preguiça de fim de semana (e da semana tbm), dos cafunés djilicias, dos apertos cheios de carinho, que é baiano de nascença (paulo afonso, veja só? haihaiuhaiuh), mais conhecido como meu namorado, que contra todos os prognósticos arriou meus 4 pneus e o estepe (mas como estou com ferconha não vou contar pra ninguém que sou apaixonada [corre e se esconde]). bem, é isso então.

escrevi essa porra, porque luize lacerda disse que valentine’s day é pra mandar bilhetinhos pras pessoas que você ama e tal e pá. nada dessa coisa de dia dos namorados apenas. e… pô… eu amo vocês, povo de recife. <3 <3 <3 <3 <3 nem vou citar nomes mesmo, que senão dá briga, mas se você tá lendo isso aqui e se sentiu incluído, você está incluído então.

[pretensão] e sinceramente, sr. eden wiedemann, acho que você não tinha ideia do que tava trazendo pra essa cidade quando resolveu me apresentar recife. [/pretensão]

issaê. feliz dia dos valentin aê, procês :*

ps: galeros da bahia, minas, família, amocês também. mas esse post é só de recife. abs.

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About entojo

É alma que não se cala; Palavra que tira de tempo; Transbordo de sentimentos... Não é sopro, nem é v e n t o; É livre, leve e solta; É ar em m o v i m e n t o…


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