Monthly Archives: June 2011


entende?

há os que não compreendem… mas eu entendo a felicidade que existe quando uma música me transporta para outro universo. parte do passado… quem sabe futuro. aquilo que dá pra saber que – independente do tempo – sempre estará presente. porque, mesmo que tudo mais se quebre com o tempo, é no coração que permanece guardado o bruto do sentimento. aquele sentimento de dor fina, com cheiro de saudade… claro. mas é a saudade boa. porque, mesmo sem sentir de perto, sempre é bom lembrar.

“ainda há fogo em mim, queria sempre assim…

quem sabe ainda sobre alguma chance. a tarde, o vento e o mar”


trivialidades randômicas e características estranhas do surto

quando a gente surta parece que, além de louca, fica cega, surda e sem entender um palmo de coisas embaixo do nariz. ohhh, that’s the truth. é o esquema de “a dor é minha mesmo, é enorme, é maior que a de todo mundo porque é minha (ora bolas!) e foda-se quem achar errado”. sim, acabei de descrever meus surtos. reconheceu? porque não é só de pollyanismo que vive a pessoa, né? e às vezes, mesmo com o otimismo todo que me acompanha, eu fraquejo, sinto o chão sair dos pés e surto (lindamente, loiramente e japonesamente). normalmente quem fica perto nesses surtos e não consegue segurar a barra ou não entende como é passar por isso, sofre até mais que eu. e pensem que os surtos de hoje são bem menores que os de antigamente. sinta o drama…

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22:09 1

ela jurava que não queria ter medo de sentir tudo de novo. até porque mesmo na vontade de esquecer a parte romântica da coisa, o passado continuava tão latente – tão presente e tão desejado – que há de se convir que os sentimentos iam se confundir no meio do caminho. e ela nunca teve medo de sentir de novo. o medo na verdade, permeava era a parte do vazio. “é que coração não nasceu pra ficar vazio, sabe?”, ela pensava. daí vinham as lembranças… e relembrar é aquela coisa dolorosa (mas de certa forma gostosa). tem dores que fazem até bem, já dizia o poeta. relembrar e trocar alguns ois, palavras soltas. o comum, o de sempre, o trivial. da rotina que, quando se perde, dá saudade. o trivial, poderia parecer trivial na cabeça do resto do mundo. mas era o trivial só deles e de mais ninguém. que fazia com que se entendessem sem interferências externas. dum mundo que ninguém haveria de mudar. foi como ela aprendeu a lidar, a conviver e a amar.

até hoje ainda permanece a dor gostosa de especular pra si mesma o que poderia ter sido. e ela sabe como a dor de um fim (iminente) pode ser cruel, como se rasgasse a alma em mil pedaços. mas o trivial que permanece, às vezes acalenta a dor. mesmo sabendo que o coração não deixa de sentir as coisas que a cabeça manda. mas há de ser racional, além do emocional. há de ser forte, mesmo quando falta o ar. há de ser correta com as coisas que simplesmente não dependem de nós para acontecer. porque nem sempre dois são um. mas nem sempre o fim é o fim (e o suspiro vem fundo a cada pensamento sobre isso). a verdade é que o fim não é tão terrível assim. e há de se entender que cada fim dita um novo começo. faltando pedaços importantes, claro. mas ainda assim há um começo. e começos não dão medo.