Arquivo mensal: agosto de 2011


sobre cheiros, gostos e saudades 6

talvez por nunca ter tido uma visão muito apurada e não levar o tato tão a sério assim (fora das quatro paredes ou dum reco reco cotidiano em algum beco obscuro das augusta da vida), eu tenha ficado viciada em cheiros e gostos. pronto. esses são meus sentidos válidos de lembrança e acabou. e porque caixas d’água você foi pensar e querer escrever sobre isso agora, brisa dalilla etecétera? então…

tava eu linda, ruiva e brasileira no posto esses dias, comprando minhas humildes três long necks de cerveja – pra curtir minha noite by myself manêra – quando visualizei um pequeno pacotinho de halls uva verde. nada a ver pra vocês, né? mas deixa eu contar outra coisa aí eu volto e explico o babado. aí quando chego no caixa, tinha um rapaz muito bem apessoado usando aquele perfume cretino (que eu adoro, mas finjo odiar) chamado malbec. o boticário eu sei, faz nem medo… mas tem razão de ser essa relação amor/ódio. RAZÃOZONA da disgrama, aliás.

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melancolia au contraire 4

quando tudo está desassociado do que deveria ser é que mais penso em você.

e também porque o contrário das coisas sempre me faz querer o contrário do contrário e vice versa. sempre assim. bem aquela coisa de criança pequena. o não é sim e o sim é não. e sozinha mesmo, sem a ajuda de senhor ninguém – dentro do meu mundo subjetivo e mais surreal que qualquer forma de imaginaçãoeu crio esses estranhos subterfúgios para não te amar mesmo te amando. ou não.

é… às vezes eu me perco nas lembranças e penso que nunca te amei de verdade. entendo que apenas criei mais uma dessas paixonites agudas dentro de mim para manter acesa a sensação falsa de felicidade instantânea. ou de segurança. vai saber…

o que já sabemos é que sou eternamente torta das ideias e do coração. o que eu tento descobrir é se esqueço tão fácil quanto amo. porque mesmo depois de anos, de tantos tempos, de tantas pessoas que passaram por mim (nós?) e as reviravoltas da vida…  eu volto a lembrar tão facilmente de ti, tão sem querer querendo, que acho que voltei a te amar – quando nem sei se deixei de…

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