entojo?


(ô). S. m.
1. ato ou efeito de entojar
2. repugnância, entejo
3. tédio, aborrecimento, nojo
4. aquele ou aquilo que provoca asco, irritação ou antipatia.

já que é pra explicar direito, vamo lá. entojo… que caralhos eu tava pensando quando coloquei esse bendito nome no meu blog? cês lembram como eram os blogs nos primórdios da internets, né? um bando de página tosca no blogger br e hpg, cheios de gifs piscantes bizarros. os blogs femininos – DEUSMELIVRE – eram todos rosa pink frenético e com hello kitties e betties boop espalhadas por todos os cantos. e que reação isso me dava, caros colhégas? ENTOJO. isso mermo. ficava numa agonia tão grande, mas tão GRANDE, que quando fui escolher o nome do meu brógue não pensei duas vezes: entojo nessa porra! porque pensem, eu já me considero um entojo, chata pra caralho etc e tal. junta com o fato de que, com o nome entojo, me dá abertura pra falar de qualquer nível de besteiras que eu quiser sem me importar com pohanenhuma. e ó, pós graduada em cultura inútil e besteiras em geral eu sou, portanto… não deu outra. o que começou na zoeira, ficou para toda posteridade. dei o start dessa bagaça no blogger br, passei pelo tripod e por mais uns servidores furrecas e consegui convencer o dono do entojo.blogspot.com a me DAR de presente o domínio dele. daí, certo dia, resolvi que seria bom ser .com, e agora tô nessa onda de chiqueza (posso ser bonita, agora?). por hora tô aqui, atualizando quando quero, escrevendo o que quero do jeito que eu quero. acho que no fim das contas o que importa é isso. LIBERDADE.

ame, odeie, rechace meu Entojo, mas não tente entender minhas palavras se não puder alcançá-las…

[19/01/2011] o certo é começar a descrição desse blog por aqui mesmo. tudo que eu escrevo, parece que uma hora perde a validade. esgota o tempo que deve aparecer. por isso sinto a necessidade de atualizar isso hoje. a descrição de cima não vale mais. não sei direito como explicar. e a razão deste blog existir é exatamente essa: facilitar a explicação de muita coisa que não sai pela boca e escapa mais fácil pelos dedos. sempre fui mais de escrever do que de falar. você, que me conhece, vai dizer que é besteira e que eu falo pra caramba e bem. umas coisas… brincadeiras, trivialidades, piadas, resenhas e tudo o que vier de mais comum. mas as outras coisas, as que embolam no peito e ficam passeando no céu da boca mas não conseguem ser ditas… essas que são as que eu mais quero saber falar, tudo ordenadinho, tudo de forma que se faça entender e não me cause mais constrangimento do que o de já estar falando aquilo. essas… putaqueocaralho! são as que eu tento contar aqui. nessas zilhares de linhas escritas da forma que meus dedos bem entenderem. nesses entojos, nessas escarradas, nessas cuspidas, nesses socos no meio da cara. porque às vezes meus textos são assim mesmo. um soco. bem direcionado. e que normalmente dói, eu sei. mesmo que eu jure depois que não é por mal, que era a única forma que eu tinha de dizer. porque de certa forma essa é a única forma mesmo. por isso que eu normalmente aviso “ó, o entojo sou eu. não é ficção barata. ali é a parte mais verdadeira de mim. onde eu não posso me esconder nem de mim…”. não que eu me esconda realmente. eu sou lá essa pessoa faladeira e (lá vem clichê) minha vida é um livro aberto. quando digo isso é porque pouco me importo sobre as conjecturas que cada um (além da pessoa a quem o texto/soco deve atingir) faz do que eu escrevo. só entende quem eu deixo entender. só atinge quem eu quero atingir. e apesar de ser muito fácil vestir uma carapuça sem ser sua, eu só digo o que digo pra quem quero dizer. costumo pontuar que duas pessoas (apenas duas, veja só) já entenderam o entojo em sua essência – e a mim, por tabela. um é um grande amigo, que vezenquando aparece nos confins do msn pra dizer umas palavras bonitas e me animar; o outro foi meu parceiro de escrita e alterego, Pedro Camena. de resto, não há quem tenha alcançado a amplitude desse espaço. não há quem tenha se importado com os efeitos que o que está escrito aqui causa em mim. não há quem tenha entendido que raios é o entojo. o entojo sou eu de verdade, é a exposição, é o engasgo que finalmente conseguiu sair. por isso às vezes isso aqui fica tão abandonado… possivelmente eu estarei curtindo um momento feliz e sem motivo pra entojar. mas vá… talvez essa seja mesmo a sina de quem escreve: tristeza > alegria, quando se trata de produção. mas bem, escrevi tudo isso só para reforçar o aviso de sempre:

não tente entender minhas palavras se não puder alcançá-las…

se você é desses, não perca seu tempo. tem mais coisa interessante pra se ver por aí.

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contato: brisa@entojo.com