diário de hellcife


eu dancei! 3

naquele dia eu dancei loucamente. dancei porque o momento pedia, a oportunidade chamava, a música era deliciosa e não haveria nada melhor pra expurgar demônios. eu ainda não tinha o demônio no ombro esquerdo. hoje não preciso mais expurgar nada, sabe? o bem e o mal vivem em mim e ok, é isso, acabou. mas naquele dia eu estava na melhor companhia, rodeada de pretensas bruxas brancas, dançando junto com a lua, mesmo que não desse pra ver a lua dali. a bebida descia como água e a água lavava o corpo e o corpo pedia mais dança. e quando a música a acabou, fizemos nossa própria música, correndo pelas ruas e gritando pra quem merecia ouvir “eu dancei!”. eu dancei sim e dançarei sempre que o momento pedir, a oportunidade chamar e a música, deliciosa, me tomar. porque danço com a consciência de que não há maneira melhor de me expressar e dançando eu faço mais poesia do que você poderia imaginar.

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angústia

isso não pode ser considerado sentimento. deveria ser proibido este tipo de dor, que encolhe o coração tanto que não é possível encontrá-lo depois de um tempo. o pior de tudo talvez seja o gosto amargo na boca. quem dera pudesse ser curado com doces, chocolates (ou beijos)… não… enquanto essa dor fina não cessa, enquanto o coração não esquece o motivo da angústia, não há nada a fazer que possa atenuar, diminuir. só esperar, esperar, esperar… até que o tempo trate de fazer passar. até que o destino mude o curso das coisas. até que a vida se encarregue de oferecer uma nova chance de tentar…

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meh [1]

uma das coisas que eu mais odeio em mim é essa coisa de ser boazinha. reajo a coisas que são incompatíveis com reações amenas, sendo polida, racional, justa… eu deveria estar quebrando copos, chutando o pau da barraca, xingando a mãe. mas não… eu entendo tudo, racionalizo tudo, compreendo tudo. toda boazinha. e cretina. o quanto isso é bom ou ruim eu nem consigo analisar direito, porque a vista turva não deixa. mas vai passar: é o que você sabe quando acontece uma coisa dessas. é o que fica martelando na sua cabeça há horas, junto com a dor de ter (aparentemente) falhado miseravelmente. :}

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recife, would you be my valentine? 10

amigos baianos perguntaram “ô véi, que porra você tá fazendo em recife?”. tem gente que ainda nem sabe que há exatos 254 dias eu saí de mala e cuida da bahia e vim parar no calor mais cretino de pernambuco. acham que eu tô lá na bahia, escondida. bem, respondendo à pergunta dos amigos, há uns 6 meses atrás eu diria “vim a trabalho, tô conhecendo as coisas daqui, descobrindo a cidade, as pessoas e curtindo tudo.”; há uns 3 meses eu diria “tô passando um perrengue danado, mermããão. meio perdida das ideias mas segurando a barra como dá.”; hoje eu (fora do momento entojo de ser) digo: “quero sair daqui não, fasfavor… com perrengue ou sem perrengue: RECIFE TE AMO <3”.

“mas mô véi… a bahia não é o melhor lugar do mundo? o que tu quer fazer em recife?”. veja bem, cara pálida. ser baiano é massa quando você tá fora da bahia (pelo menos na minha visão das coisas). é muito – mas muito mais mesmo – interessante dizer que é da terra do acarajé, fazer piadas com a tradicional preguiça da minha terra e mostrar a pimenta (alô alô!) que a gente tem, estando fora da bahia. como diz o querido colega de profissão e conterrâneo, nizan guanaes “lá todo mundo é baiano, né?”. o negócio é esse… de onde eu venho não tem tempo ruim, a gente dá jeito em tudo e o sambarilove é de fábrica.

“mas e aí, como é estar na terra do frevo? o que você ganhou até agora?”.

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Diário de Hellcife. parte 1 1

as aventuras de uma tabaroa na cidade grande

20/06 – em quase duas semanas na veneza brasileira, já me aconteceram coisas doidas pra contar história por um ano! mas já sabem que eu, na minha desorganização mental, não tenho conseguido por isso no papel. talvez porque com a proximidade de 2012 e tal eu esteja querendo mais viver do que escrever o que tô vivendo. tenderam? bom… tentarei ir postando, aos poucos, fatos importantes de minha tabaroice que não podem ser esquecidos:

1- eu me perdi no shopping: mas me perdi de ficar em desespero!! um crusoé boiando no meio de um mar de gente que fala “te fode” e “visse” e que não entende como alguém pode se perder no shopping. tive que parar um daqueles seguranças que andam naqueles negocinhos motorizados e dizer: “- moço, tô perdida o.O!” E ele: “- mas como?” pra tu ver como é, ninguém me entende. o babado era que eu não sabia explicar por onde tinha entrado. ou seja, um shopping grande da porra, que tem vários corredores de quilômetros de lonjura e eu rodando que nem barata tonta baiana. foi como se tivessem me vendado, rodado 10 vezes e eu não soubesse mais me localizar no espaço. depois de meia hora tentando desesperadamente parar de andar em círculos, com a parte interna das coxas assada (já que eu sou gorda e tava de vestido) e os pés doendo feitaporra, já que eu resolvi ser chique naquele dia e andar de salto alto, CONSEGUI ACHAR A SAÍDA. pensei: da próxima vez jogarei migalhas de pão, bem joão e maria style.

contaria mais coisas, but tenho que me arrumar pra ver o jogo do brasil numa tenda da coca-cola. vai ter show de monobloco, coisiquinhas free e coisa e tal… será que vai prestar, meu pai? =D presta nada!

e ó, eu prometo (ói, que mentira) voltar antes do próximo milênio pra contar mais tabaroices. sei que cês ficam dando f5 pra ver se sai alguma coisa aqui, eu sei, eu sei. cês me amam!

mas ó, TÔ FELIZ. isso que importa.

três beijo e três queijo. :* muá

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