hellcife


eu dancei! 3

naquele dia eu dancei loucamente. dancei porque o momento pedia, a oportunidade chamava, a música era deliciosa e não haveria nada melhor pra expurgar demônios. eu ainda não tinha o demônio no ombro esquerdo. hoje não preciso mais expurgar nada, sabe? o bem e o mal vivem em mim e ok, é isso, acabou. mas naquele dia eu estava na melhor companhia, rodeada de pretensas bruxas brancas, dançando junto com a lua, mesmo que não desse pra ver a lua dali. a bebida descia como água e a água lavava o corpo e o corpo pedia mais dança. e quando a música a acabou, fizemos nossa própria música, correndo pelas ruas e gritando pra quem merecia ouvir “eu dancei!”. eu dancei sim e dançarei sempre que o momento pedir, a oportunidade chamar e a música, deliciosa, me tomar. porque danço com a consciência de que não há maneira melhor de me expressar e dançando eu faço mais poesia do que você poderia imaginar.

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somebody that I used to know

you can get addicted to a certain kind of sadness
like resignation to the end, always the end
(..)

I guess that I don’t need, that though
now you’re just somebody that I used to know
(…)

now and then I think of all the times you screwed me over
but had me believing it was always something that I’d done
(…)

but I don’t wanna live that way, reading into every word you say
you said that you could let it go
and I wouldn’t catch you hung up on somebody that you used to know

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~mto chatiado~

“ford estava cantarolando algo. era apenas uma nota, repetida em intervalos regulares. ele queria que alguém perguntasse o que estava cantarolando, mas ninguém perguntou. se alguém tivesse perguntado, teria respondido que estava repetindo várias vezes o início de uma canção de noel coward chamada ‘mad about the boy’. alguém diria, então, que estava cantando apenas uma nota, e ele responderia que, por motivos que lhe pareciam óbvios, estava omitindo a parte do ‘about de boy’. ficou muito chateado, já que ninguém lhe perguntou nada disso.”

a vida, o universo e tudo mais – douglas adams
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entende?

há os que não compreendem… mas eu entendo a felicidade que existe quando uma música me transporta para outro universo. parte do passado… quem sabe futuro. aquilo que dá pra saber que – independente do tempo – sempre estará presente. porque, mesmo que tudo mais se quebre com o tempo, é no coração que permanece guardado o bruto do sentimento. aquele sentimento de dor fina, com cheiro de saudade… claro. mas é a saudade boa. porque, mesmo sem sentir de perto, sempre é bom lembrar.

“ainda há fogo em mim, queria sempre assim…

quem sabe ainda sobre alguma chance. a tarde, o vento e o mar”

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eu gosto de ir embora, mas não gosto de me despedir 17

como assim, bial? vam lá. explico. eu detesto ser a que fica. sempre tive esse pavor. talvez por vir de uma cidade cretina micro mini, enfiada no cu do sul da bahia (alô terra do cacau, um beijo =*). o negócio mermo é que eu cresci vendo grandes talentos, parados e perdidos na cidade micro mini, sendo sugados pela preguiça e excesso de safadeza itabunenses e, finalmente, morrendo na praia (que nem praia é). tanta gente que eu imaginava “caramba, esse cara vai ser sucesso!” virando só mais um no meio da high society que sofre mais do que o povo desse tumblr, mesmo tendo todas as possibilidades e oportunidades de ser mais.

abre parêntese (óbvio que eu sei que, para existir as gentes que perseguem o sucesso e não param no meio do caminho, tem que existir as gentes que ficam. eu tô ligada que nem todas as pessoas que ficam, ficam por incompetência. cada um escolhe o que quer ser e onde quer ser e como quer ser, né não? o que me frustrava (e ainda frustra) era ver as poucas pessoas que eu apostava, ficando pra trás por medo de ser – mais, quem sabe? – feliz) fecha parêntese.

daí que eu comecei cedo essa coisa de ser meio andarilha e de não querer dar conversa pro paradeiro. foi uma sucessão de quebrar a cara e me fuder (not in a good way) por aê. mas no fim das contas eu acabei levando um monte de coisa boa dessas experiências. mas o que eu ainda não aprendi a gostar é da tal da despedida. certa vez eu fui morar em vitória da conquista (falo isso como se tivesse ido mil vezes morar lá, né? mai dexa queto, que esse é meu jeitinho peculiar de escrever [/xuxa]). daí que eu fiz uma mega despedida, brisa fest daqueles de parar a cidade e/ou mudar o rumo dos planetas do sistema solar e fui-me embora pra pasárgada.

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recife, would you be my valentine? 10

amigos baianos perguntaram “ô véi, que porra você tá fazendo em recife?”. tem gente que ainda nem sabe que há exatos 254 dias eu saí de mala e cuida da bahia e vim parar no calor mais cretino de pernambuco. acham que eu tô lá na bahia, escondida. bem, respondendo à pergunta dos amigos, há uns 6 meses atrás eu diria “vim a trabalho, tô conhecendo as coisas daqui, descobrindo a cidade, as pessoas e curtindo tudo.”; há uns 3 meses eu diria “tô passando um perrengue danado, mermããão. meio perdida das ideias mas segurando a barra como dá.”; hoje eu (fora do momento entojo de ser) digo: “quero sair daqui não, fasfavor… com perrengue ou sem perrengue: RECIFE TE AMO <3”.

“mas mô véi… a bahia não é o melhor lugar do mundo? o que tu quer fazer em recife?”. veja bem, cara pálida. ser baiano é massa quando você tá fora da bahia (pelo menos na minha visão das coisas). é muito – mas muito mais mesmo – interessante dizer que é da terra do acarajé, fazer piadas com a tradicional preguiça da minha terra e mostrar a pimenta (alô alô!) que a gente tem, estando fora da bahia. como diz o querido colega de profissão e conterrâneo, nizan guanaes “lá todo mundo é baiano, né?”. o negócio é esse… de onde eu venho não tem tempo ruim, a gente dá jeito em tudo e o sambarilove é de fábrica.

“mas e aí, como é estar na terra do frevo? o que você ganhou até agora?”.

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#brisafest hellcife 14

a tradição das tradições; a festa mais importante do calendário itabunense; o famoso e disputadíssimo #brisafest, aterrissou nesta semana em hellcife, de mala, cuia e caldeirão. ok, me chamem de brisa peixe urbano e digam que rola uns 70% de desconto no bafafá. mas ó, quem já participou das anteriores em itabuna e provou a famosa feijoada de tia gostosa (minha amada mãe), sabe que não tô mentindo…

como sempre organizado de última hora e dessa vez com a cozinheira sendo moi, o #brisafest estrapolou as barreiras twiíticas e juntou num espaço só gente se atracando com gosto, corpo, alma e coração; venerando demais o prazer e controlando o calendário sem utilizar as mãos [/buchecha]. feriado de 7 de setembro é dia da independência? nahh… é dia do #brisafest! vamos às imagens, que é o que interessa!

a pessoa responsável por eu estar em recife hoje @RealEden e minha quarta parte do quarteto de criação mais sem noção da @hagua: @dezzamac

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juros sobre juros pode, arnaldo? 51

O que era pra ser apenas mais uma noite num restaurante legal, comendo comida japonesa (minha paixão) e batendo papo com uma galera boa, se tornou uma decepção. Vocês já conhecem os tantos sites de compra coletiva que tão pipocando na nossa querida interwebs, né? Pois é, fã de promoções como sou, comprei um cupom pra essa abaixo, no Peixe Urbano:

Coisa linda! R$10,90 num rodízio que custa R$25,90 em dias normais? Perfeição. Fui com mais duas amigas hoje à noite e até pagar a conta tava tudo bem. Papo legal, sushi legal (não era o melhor do mundo, mas pelo que eu tava pagando, tava lindo), atendimento legal. Tudo legal? Nah…

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Diário de Hellcife. parte 1 1

as aventuras de uma tabaroa na cidade grande

20/06 – em quase duas semanas na veneza brasileira, já me aconteceram coisas doidas pra contar história por um ano! mas já sabem que eu, na minha desorganização mental, não tenho conseguido por isso no papel. talvez porque com a proximidade de 2012 e tal eu esteja querendo mais viver do que escrever o que tô vivendo. tenderam? bom… tentarei ir postando, aos poucos, fatos importantes de minha tabaroice que não podem ser esquecidos:

1- eu me perdi no shopping: mas me perdi de ficar em desespero!! um crusoé boiando no meio de um mar de gente que fala “te fode” e “visse” e que não entende como alguém pode se perder no shopping. tive que parar um daqueles seguranças que andam naqueles negocinhos motorizados e dizer: “- moço, tô perdida o.O!” E ele: “- mas como?” pra tu ver como é, ninguém me entende. o babado era que eu não sabia explicar por onde tinha entrado. ou seja, um shopping grande da porra, que tem vários corredores de quilômetros de lonjura e eu rodando que nem barata tonta baiana. foi como se tivessem me vendado, rodado 10 vezes e eu não soubesse mais me localizar no espaço. depois de meia hora tentando desesperadamente parar de andar em círculos, com a parte interna das coxas assada (já que eu sou gorda e tava de vestido) e os pés doendo feitaporra, já que eu resolvi ser chique naquele dia e andar de salto alto, CONSEGUI ACHAR A SAÍDA. pensei: da próxima vez jogarei migalhas de pão, bem joão e maria style.

contaria mais coisas, but tenho que me arrumar pra ver o jogo do brasil numa tenda da coca-cola. vai ter show de monobloco, coisiquinhas free e coisa e tal… será que vai prestar, meu pai? =D presta nada!

e ó, eu prometo (ói, que mentira) voltar antes do próximo milênio pra contar mais tabaroices. sei que cês ficam dando f5 pra ver se sai alguma coisa aqui, eu sei, eu sei. cês me amam!

mas ó, TÔ FELIZ. isso que importa.

três beijo e três queijo. :* muá

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