loucuras


wrong

começou o dia querendo existir fora dali. fora daquele espaço ínfimo e também fora de você. pensava ter conseguido, mas o passado recente insistia em martelar bem de mansinho na sua cabeça. queria fugir das possibilidades que não eram mais possibilidades. escapar da maldição do “e se”… nossa, como ela detestava o “e se”. mas você continuava grudado em todo pensamento que surgia. junto com o “e se”. e, bem… não dava pra fugir. não assim. pelo menos ainda não. enquanto ela não percebesse tudo que estava por trás daquela atitude final, nada acabaria. e realmente foi aquele não disfarçado de “vou ali e já volto” já que mudou tudo. que fez com que ela trançasse os próprios pés e caísse bem ali. naquele mesmo lugar de onde ela, rodeada de palavras soltas infernizando seu dia, tentava lembrar da última vez que havia sentido algo daquela forma. no fim das contas, concordo que ela gosta mesmo é de sofrer. até porque quando dói é muito mais bonito…

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é proibido parar de gozar 5

porque ser vivo é ser etéreo. é brincar de ser invencível e de lançar o corpo no turbilhão das vontades não aplacadas. é querer sorver cada centímetro de alma pela boca; tocar o coração com os dedos; acariciar o tempo, beber o sorriso, congelar o momento. é sambar os desejos, batucar paixão com saudade e misturar pecado com coisas sem nexo. é despejar sentimento líquido na corredeira do tempo e cantar a música de quem segue só seus instintos. é pegar a regras estúpidas do mundo e jogar ladeira abaixo. e se não tiver ladeira, fazer das regras pipa. para voar, dançar, planar… daquele jeito livre e desobediente das coisas que se envolvem no vento. num espaço longínquo onde ninguém conseguirá derrubar ideias diferentes, pois cortar vôo das coisas livres não será permitido. é proibido deixar de sentir. é proibido parar de exagerar. é proibido se podar. é proibido se impedir de amar. é proibido parar de gozar.


but baby it ain’t over ’til it’s over

acordou sufocada debaixo daquela aura ridícula de calor infernal. lavou o rosto, foi até a cozinha, bebeu um belo copo de água gelada. mas tudo ainda sufocava. um banho gelado talvez resolvesse. e foi o que fez. mas o sufoco aparentemente vinha de outro canto, de dentro. não dava bem pra explicar.

um toque e o aviso, hora de ir. entrou no carro, olhou de soslaio e falou amenidades. o que estava por vir já era tão doloroso sem nem acontecer, que só a possibilidade daquilo virar fato consumado, aumentava infinitamente o sufoco. pararam no primeiro lugar disponível. “aproveito e conheço já que nunca vim aqui, né?”. sem espaço com ar condicionado, decidiram conversar no calor mesmo.

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estaria maluco se não tivesse junto 1

esse são joão me fez reencontrar muita gente e lembrar de muita coisa. voltar pra a bahia sempre me proporciona esse monte de emoções misturadas. de sentimentos que ainda teimo em sentir e outros que não me afetam mais (e em teoria deveriam. mai, né?). e mesmo os que não afetam, ainda permanecem na lembrança. e eu sou aquela que gosta de lembrar, né? ‘aquelas coisa’…

daí que agora há pouco falei que precisava de um show d’o rappa. e parando pra pensar, tem um fundamento estranho, essa vontade. deve ser algo relacionado com loucuras e começos. minha relação com o rappa começou precisamente em 2003. conheci músicas do cd ‘o silêncio que precede o esporro’ e fiquei completamente encantada. a força das letras, a melodia e a presença de marcelo falcão fizeram com que eu me tornasse fã automaticamente. tudo bem que eu já conhecia músicas de outros cd’s (a feira, pescador de ilusões, homem amarelo etc), mas as músicas do cd que citei me pegaram pelo pé de verdade. principalmente essa:

~e a cachaça queima bem forte, vibrante e forte~

daí que depois de tanta tietagem ilusória, em 2005 tive finalmente a oportunidade de ver a banda ao vivo. seria em ilhéus, no domingo… dia meio errado, já que tinha que trabalhar no outro dia em itabuna. mas, foda-se. era a chance. e depois de um churrasco da firma que eu trabalhava na época, parti pra meu show. obviamente ninguém tinha marcado comigo e eu ia sozinha. mas naquela mesma tarde a sorte (??) mudou e calhei de ter companhia.

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trivialidades randômicas e características estranhas do surto

quando a gente surta parece que, além de louca, fica cega, surda e sem entender um palmo de coisas embaixo do nariz. ohhh, that’s the truth. é o esquema de “a dor é minha mesmo, é enorme, é maior que a de todo mundo porque é minha (ora bolas!) e foda-se quem achar errado”. sim, acabei de descrever meus surtos. reconheceu? porque não é só de pollyanismo que vive a pessoa, né? e às vezes, mesmo com o otimismo todo que me acompanha, eu fraquejo, sinto o chão sair dos pés e surto (lindamente, loiramente e japonesamente). normalmente quem fica perto nesses surtos e não consegue segurar a barra ou não entende como é passar por isso, sofre até mais que eu. e pensem que os surtos de hoje são bem menores que os de antigamente. sinta o drama…

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eu gosto de ir embora, mas não gosto de me despedir 17

como assim, bial? vam lá. explico. eu detesto ser a que fica. sempre tive esse pavor. talvez por vir de uma cidade cretina micro mini, enfiada no cu do sul da bahia (alô terra do cacau, um beijo =*). o negócio mermo é que eu cresci vendo grandes talentos, parados e perdidos na cidade micro mini, sendo sugados pela preguiça e excesso de safadeza itabunenses e, finalmente, morrendo na praia (que nem praia é). tanta gente que eu imaginava “caramba, esse cara vai ser sucesso!” virando só mais um no meio da high society que sofre mais do que o povo desse tumblr, mesmo tendo todas as possibilidades e oportunidades de ser mais.

abre parêntese (óbvio que eu sei que, para existir as gentes que perseguem o sucesso e não param no meio do caminho, tem que existir as gentes que ficam. eu tô ligada que nem todas as pessoas que ficam, ficam por incompetência. cada um escolhe o que quer ser e onde quer ser e como quer ser, né não? o que me frustrava (e ainda frustra) era ver as poucas pessoas que eu apostava, ficando pra trás por medo de ser – mais, quem sabe? – feliz) fecha parêntese.

daí que eu comecei cedo essa coisa de ser meio andarilha e de não querer dar conversa pro paradeiro. foi uma sucessão de quebrar a cara e me fuder (not in a good way) por aê. mas no fim das contas eu acabei levando um monte de coisa boa dessas experiências. mas o que eu ainda não aprendi a gostar é da tal da despedida. certa vez eu fui morar em vitória da conquista (falo isso como se tivesse ido mil vezes morar lá, né? mai dexa queto, que esse é meu jeitinho peculiar de escrever [/xuxa]). daí que eu fiz uma mega despedida, brisa fest daqueles de parar a cidade e/ou mudar o rumo dos planetas do sistema solar e fui-me embora pra pasárgada.

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#brisafest hellcife 14

a tradição das tradições; a festa mais importante do calendário itabunense; o famoso e disputadíssimo #brisafest, aterrissou nesta semana em hellcife, de mala, cuia e caldeirão. ok, me chamem de brisa peixe urbano e digam que rola uns 70% de desconto no bafafá. mas ó, quem já participou das anteriores em itabuna e provou a famosa feijoada de tia gostosa (minha amada mãe), sabe que não tô mentindo…

como sempre organizado de última hora e dessa vez com a cozinheira sendo moi, o #brisafest estrapolou as barreiras twiíticas e juntou num espaço só gente se atracando com gosto, corpo, alma e coração; venerando demais o prazer e controlando o calendário sem utilizar as mãos [/buchecha]. feriado de 7 de setembro é dia da independência? nahh… é dia do #brisafest! vamos às imagens, que é o que interessa!

a pessoa responsável por eu estar em recife hoje @RealEden e minha quarta parte do quarteto de criação mais sem noção da @hagua: @dezzamac

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Eleições: Everybody wants to be OBAMA 5

São milhares e milhares de matérias falando sobre como esse ano vai haver uma revolução nas eleições, uma diferença de aproximação do candidato com seu público, a tão falada eleição digital. Mas será que vai ser tudo isso mesmo? Pra não usar um termo forte como Eden usou, arrisco a dizer que esse será o ano das escorregadas digitais. Tô exagerando? Então observe o que vem a seguir.
Jorge Corte Real – reconhece esse nome? Se você é de Pernambuco, com certeza vai se lembrar. Empresário, líder sindical, engenheiro e presidente licenciado da Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (FIEPE). Lembrou? Só que tem muita gente que não é de PE (incluindo eu mesma) nem sabe de onde surgiu o tal Jorge e viu esta arroba surgindo na sua timeline de repente. E olha que eu tava com tanto sono, que nem participei do buxixo. Só fiquei observando até dormir.

Registrando 1

Gostaria de registrar meu momento tabaroa, quando me dá uma baita vontade de morar no aeroporto que nem Tom Hanks naquele filme… Hmmm… O Terminal!

Diria “Krakovia” para todos e seria feliz.

Se tivesse Skol a disposição, claro.

Ps: Sim, minhas unhas estão laranja flúor. Me matem.


Ficha? Cair? Oi? 4

Depois de uma virada emocionante ao 45 min do 2º tempo: ACONTECEU! O que? O trabalho, pombas! Consegui! Aguardem cenas dos próximos capítulos. Só que agora a novela vai se passar em Recife/PE. Obrigada pra quem torceu pra dar certo! MUITO MESMO! =D

Ps: acredita que chegaram aqui procurando TWITCAM COM A PERLLA? pois, é. agora tem MOTIVO! :*


A lagarta 2

Eu não quero mais olhar pra trás e ver que deixei tantas partes de mim perdidas no caminho. Ando buscando entre recortes e arquivos antigos, cada pedaço esquecido, cada sonho adiado, cada passo mal dado. Sei que não posso refazer tudo, remontar cada chance deixada de lado. É impossível. Mas é possível voltar a ter uma postura diferente. Voltar a ser menos Brisa, mais Dalilla, não sei. Não sei bem se é por aí. Mas a vontade de me retomar, de me refazer, de renascer está tão latente em mim que às vezes penso que vou explodir de vontade. E desde quando eu sou pessoa de passar vontade, né? Quem me conhece sabe… Quem me lê também sabe. Nunca fui. Sempre consegui me definir como “uma pessoa movida por vontade”. Me arrepia só de pensar que posso estar me perdendo dentro de mim mesma. Camuflando minha verdade para assumir a verdade mais conveniente… Mais fácil. Eu nunca tive nada fácil e nunca fui uma pessoa fácil. Sou formada em “Fundo do Poço”, pós graduada em “Achar a Mola” e mestre em “Renascer das Cinzas”. Não posso me deixar reprovar justamente nas coisas que mais passei e aprendi na vida. Então esse é o ponto chave: retomada. Cada um que me lê aqui vai entender de uma forma. Uns vão pensar que eu vou pegar minha mochila e sair no mundo sozinha, outros que eu vou buscar uma nova área pra trabalhar. O certo é que pouquíssimas pessoas sabem o processo que opera neste momento dentro de mim. E pense que talvez, apenas talvez, você não seja uma delas.


Colação de Grau + 14 nomes 17

Consegui!! Colei grau, gente!! Depois de 452 mil intervenções de Murphy e seus enviados (ENADE, Biblioteca, pessoas idiotas e muitas outras complicações) finally recebi meu certificado de Administradora, PORRA! Agora vamos ver a problemática pra pegar o diploma, se Murpy continuar sendo meu “amigo”…

Vejam o vídeo onde as coordenadoras engasgam tentando proferir meus 14 nomes!! hehehehe

Atualizado às 10:41

A prova física: o Certificado!

Atualizado novamente às 11:31 17:39 de 20/03/10

O negócio ficou sério, gente! O TRETA e o KIBELOCO fizeram posts com o vídeo, que já está com mais de 8.000 23.000 (porra!) views no Youtube!!!

Tô besta! HAHAHAHAHAHA

Atualizado novamente às 18:31 de 26/10/10
231.895 views oO