#melosidades


clichê 1

tô eu lá de boa bebendo meu campari e do nada um cara começa a conversar comigo dizendo que queria me “paquerar”. e eu só consegui pensar “quem raios fala paquerar nos dias de hoje pelamordedeus?”. não só pensei, como falei em voz alta. típico. não sei exatamente como se deu o próximo momento porque eu devia estar muito bêbada e, poxa, era um acampamento, tava todo mundo meio sem noção, louco e vocês já sabem.

só sei que teve esse cara que me salvou do paquerador, começou a conversar e em dado momento ficou olhando pra mim sem dizer nada. às vezes eu acho que foram dias, anos, milênios. porra de momento que não acabava! seria bom mesmo se não acabasse, viu? tava legal ficar ali parada só olhando e tal.

não aprofundando nas coisas porque eu tenho problemas em aprofundar (e por favor não pense besteira) nas histórias, o que se seguiu foi uma sucessão de momentos lindos, loucos e emocionantes. e nego sabe que pra chegar nesses momentos lindos eu passei pela batalha dificílima de ter que ir no ebsp, num evento de sex shop e no capão redondo, só pra poder ficar com esse rapaz. sou muito esforçada.

agora temos uma casa, dois gatos L-I-N-D-O-S e uma vida juntos que vem de uma convivência tão fantástica que eu nem conto mais porque teria que derramar mais um balde de clichê por aqui.

nego, obrigada por fazer meus dias mais felizes. te amo e não é pouco. feliz dia dos namorados. <3

<3

 

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eu sou diferente de vocês 1

eu vou atrás, corro, faço o que precisar, dou um jeito. eu não vejo empecilho na minha frente. não importa se tá chovendo canivete, com trânsito, sem grana, eu dou um jeito. é pra ficar horas num ônibus, gastar tubos com avião, se foder no caminho? não importa. e quando eu quero, quando alguém precisa, eu faço o que for. mas essa sou eu. e eu sou diferente de vocês. eu faria mesmo diferente. mas não posso esperar que ninguém faça como eu.

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a resposta da letargia

sinônimos e anônimos

Você mexe e remexe (com) o meu íntimo de uma forma que desestrutura, desmonta e espalha pedaços e desejos por todo este nosso *universo*paralelo*. Fraciona minha unidade e remete todos os meus *eus* ao encontro dos seus *eus* – que não são poucos! – tão desapercebidamente do que faz, como inconsciente da marca que imprime em cada uma das minhas partes. Brinca com meus instintos, com meus sentidos, me bagunça e depois me junta com aquele jeito agridoce, puro, quase ingênuo (porque natural) de quem nada faz por mal. Você chega cheia de metáforas, sinonímias e antíteses (do tipo tudo ao mesmo tempo, agora…), e se revela uma grande hipérbole de sentimentos, com todos esses paradoxos psicodélicos e ecléticos, transformando os nossos pequenos *momentos de eternidade* numa verdadeira catarse. Você para o tempo e manipula a realidade virtual, como uma cientista louca, e eu entro no seu jogo, de cobaia, só para ver no que vai dar… Porque me vejo em você, me sinto em você, começo e termino em você, com todas as figuras de linguagem. *Nós* somos sinônimos, apesar de anônimos aos olhos do mundo. Nos projetamos um no outro, portanto não há muito o que descobrir, a não ser nós mesmos. Se me descubro, lhe descubro e vice-versa. Não tem segredo… não tem mistério… Apenas somos e estamos sendo. Por isso não temos prazo de validade. No *nosso* universo não existe o tempo, tudo é pleno, tudo é agora, sem chegadas ou despedidas. Apenas acontecemos…

Pedro Camena 01/05/2008

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letargia 2

Gosto quando você me descobre e me pega de surpresa. Naquele tempo onde eu, já envolvida no estado letárgico da mente e do corpo, deixo-me dominar pelo entorpecimento de sua visão em mim. Gosto porque aí o seu beijo não mente. Abusa da força e me deixa o ânimo quente. Nada se controla, tudo se desloca. Me excedo, sem medo. E jogo seu jogo de prazer. É aí que vejo que o desejo que existe em mim, há em você. Vou brincando com suas cartas marcadas, com as jogadas ensaiadas e as insinuações abusadas. Vou sentido que você sente como eu, mente como eu, se envolve como eu. Mistérios? Segredos? Nada mais há a descobrir. Mesmo porque chega perto o dia em que iremos partir. Cada um para seu lado, de sentimento guardado. Para um dia deixar aflorar, se o tempo (e seus caprichos) achar que devamos nos encontrar.

30/04/2008

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o dia em que eu mais senti saudades da bahia 3

“brisa, um dos apreciadores tá bem doente…”. foi assim que eu recebi a notícia de que marlon tava mal no hospital lá na bahia. mas eu sempre tenho aquele espírito de “ah, que é isso, vai ficar tudo bem…”. e era pra ficar, né? menino novo, cheio de coisa pra fazer e viver ainda. e pá, no outro dia recebo a notícia de que ele faleceu. deu um nó na garganta tão cretino que eu não consegui me mover.

daí eu me sinto na obrigação de contar pra vocês um pouco mais dessa turma, pelo menos da forma como eu a vi se formar, que começou a se juntar no colégio, ainda nos idos da 6ª série… vocês tem noção de quantos anos tem isso? não sei, sou ruim de conta desde aquela época. solange, professora de matemática que o diga. o que começou com a reunião de um ou dois gatos pingados numa sala de aula no colégio galileu virou uma coisa tão maior que todos nós, que nem fica difícil tentar explicar.

vamos começar pela 7ª série e de como eu entrei nessa galera, que é mais interessante. no começo do ano, depois de uma briga homérica com tássio, a diretora me mudou de sala, da 7ª A para a 7ª B. e o que ele fez? óbvio que foi o que qualquer pessoa faria: pediu pra ser mudado de sala também e me disse “é o destino que quer juntar a gente, brisinha.”. pode uma cara de pau, dessas? bom, mas daí surgiu o elo principal, porque era em torno de tássio que todo mundo se juntava.

(more…)

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oi você. 5

você mesmo. que me olha e não me vê. que não enxerga e não me lê.

não me lê e não me entende.

você que deveria ser mais. você que costumava ser tudo e agora nada faz.

você por quem despedaço cada fio de aço de minha proteção.

você que não vê céus nem pisa no chão.

você que não me entende.

a quem me mostro e não me sente.

que não busca entender nem ver nem querer.

você, que mesmo de óculos não vê!

você. quem é mesmo você?

é quem é, até deixar de ser.

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eu quero

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eu quero brincar de querer você. brincar de fingir te ter, tocar, tecer. brincar de sonhar me emaranhar em teus cabelos e desejos. e brincar de poder ser seu desejo.

quero brincar de tentar te fazer sorrir, e sorrindo, brincar de poder te olhar dormindo. e nessa brincadeira de tanto querer, transformar o sonho em realidade, a cama em nossa verdade e meu desejo em seu prazer.

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00:34 2

soltar,
descolar você da mente.
desgrudar cada milímetro de você da minha pele, do meu pensamento, do meu coração.

acabar,
desfazer todo esse nó.
desfragmentar esse pacote de agonia e tristeza que você fez questão de me dar de presente, achando super normal deixar um saco cheio de pedras na minha porta.

enxugar,
extirpar qualquer sobra de lágrimas e sentimento.
voltar feliz para o momento em que nada disso existia.
quando era normal cama vazia.
quando era normal não querer você.

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~mto chatiado~

“ford estava cantarolando algo. era apenas uma nota, repetida em intervalos regulares. ele queria que alguém perguntasse o que estava cantarolando, mas ninguém perguntou. se alguém tivesse perguntado, teria respondido que estava repetindo várias vezes o início de uma canção de noel coward chamada ‘mad about the boy’. alguém diria, então, que estava cantando apenas uma nota, e ele responderia que, por motivos que lhe pareciam óbvios, estava omitindo a parte do ‘about de boy’. ficou muito chateado, já que ninguém lhe perguntou nada disso.”

a vida, o universo e tudo mais – douglas adams
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