#melosidades


but baby it ain’t over ’til it’s over

acordou sufocada debaixo daquela aura ridícula de calor infernal. lavou o rosto, foi até a cozinha, bebeu um belo copo de água gelada. mas tudo ainda sufocava. um banho gelado talvez resolvesse. e foi o que fez. mas o sufoco aparentemente vinha de outro canto, de dentro. não dava bem pra explicar.

um toque e o aviso, hora de ir. entrou no carro, olhou de soslaio e falou amenidades. o que estava por vir já era tão doloroso sem nem acontecer, que só a possibilidade daquilo virar fato consumado, aumentava infinitamente o sufoco. pararam no primeiro lugar disponível. “aproveito e conheço já que nunca vim aqui, né?”. sem espaço com ar condicionado, decidiram conversar no calor mesmo.

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people are beautiful if you love them 6

é muito, muito difícil mesmo entender o conceito de beleza das pessoas.

“olha, eu curto os morenos, sarados, altos e de olhos verdes.”
“ah, já eu gosto demais dos baixinhos com barriguinha, sabe? acho um charme.”
“gordinhos são meu ponto fraco. caio fácil!”

varia, né? ¬¬

o ponto chave é (e todos sabemos): seu bonito não é o meu bonito e vice versa e tal e pá. olha que eu nunca jamais em hipótese alguma na vida escolhi (até porque você nem escolhe, o coração escolhe, mas tudo bem…) namorados, peguetes, casinhos, ficantes etc, pela beleza. a realidade é que existem muitas milhares de outras coisas que importam na hora da conquista. bata aqui se concorda comigo. o/

já fiquei com umas figuras que, se eu te mostrar as fotos, cê vai perguntar se eu permaneci bêbada durante toda a relação. vdd vddra. se quiser te mostro. mas fico na minha porque vai que acontece o contrário também, né? vai que o ex mostra minha foto pra alguém e a esculhambada vou ser eu…

mas então… o babado é que a beleza é diretamente proporcional ao ~tamanho~ do amor. clichêzão? ô… maior de todos. mas o que é o amor, né pessoa? mega clichê ambulante delícia. você conhece a pessoa, se apaixona e, minha amiga dona de casa, meu amigo telespectador… pode ser o cão chupando manga, a bruxa do 71, que vai ser a coisa mais linda e gostosa que você já viu na vida. e vai ganhar apelidinho carinhoso, beijinho, amorzinho, todos os elogios do mundo todo. pq né, o amor faz essas coisas por você. coisas que você tem que ser muito sábio pra entender que são ‘romantiquisses’ de ocasião e não tem porque ter vergonha depois.

já me apaixonei por um gordinho mais baixo que eu. ficava uma coisa linda e emocionante, eu, que já não sou dessas alturas todas, ser maior que o namorado. mas ó, a gente sempre fez disso uma coisa tão natural, tão à nossa maneira, que não teve um que não dissesse que era o casal mais lindo do mundo. no amor você ama os defeitos mais cretinos, os trejeitos mais estranhos, até coisas que não são defeitos, mas uns doidos insistem que são.

amar é sim essa coisa bizarra e ~maravilhinda~ que faz você ser sublime aos olhos do ser amado. e não tem coisa mais gostosa do que você se enxergar bonita aos olhos da outra pessoa. naqueles momentos comuns do dia, qdo você toda largada no sofá, de moletom e meias, lê um livro; ou depois do amor, quando bate aquela aura deliciosa de prazer compartilhado; ou mesmo quando você chora por algo e aquelas lágrimas ainda assim são parte da sua beleza.

é apenas a missa que todos nós já sabemos de cor e salteado, mas só nos lembramos quando alguém toca no assunto:

people are beautiful if you love them.

post meu pro universo femininoinspirado nesse outro post.

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marco 4

imagens que fazem lembrar de momentos, pessoas e coisas que aconteceram. que fazem sentir às vezes uma saudade fina, outras vezes apenas levar à constatação que tudo passou. faz relembrar dos começos dos começos e de alguns começos de fins. e viram marcos de novos ciclos que se iniciam. viram poeira no vento, mas permanecem guardadas em algum lugar aqui dentro. não necessariamente nessa ordem temporal, mas numa ordem de intensidade infinita.

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é quando…

é quando você começa a fazer e dizer besteiras sem analisar nem medir antes. não que isso seja tão incomum – vindo de você – tão grande sendo sua fama de impulsiva e sem noção. mas isso acontece de repente, quando você começa a se irritar com o mundo, porque o mundo tá errado, tem alguma coisa faltando, te tiraram do seu chão e você não sabe onde se segurar. e porque nesse caso não há como se segurar, nem o que segurar. o vácuo está em você mesma. o vazio que faz fraquejar, na hora que há de ser forte. mesmo sabendo que as lágrimas não vão adiantar e que minutos depois elas vão secar por si só. e que no fim das contas isso é só uma peça que te pregaram. uma novidade que de repente te fez lembrar que há saudade. ou ao menos fez com que você admitisse pra si que era apenas algo que tentava esconder.

 

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entende?

há os que não compreendem… mas eu entendo a felicidade que existe quando uma música me transporta para outro universo. parte do passado… quem sabe futuro. aquilo que dá pra saber que – independente do tempo – sempre estará presente. porque, mesmo que tudo mais se quebre com o tempo, é no coração que permanece guardado o bruto do sentimento. aquele sentimento de dor fina, com cheiro de saudade… claro. mas é a saudade boa. porque, mesmo sem sentir de perto, sempre é bom lembrar.

“ainda há fogo em mim, queria sempre assim…

quem sabe ainda sobre alguma chance. a tarde, o vento e o mar”

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trivialidades randômicas e características estranhas do surto

quando a gente surta parece que, além de louca, fica cega, surda e sem entender um palmo de coisas embaixo do nariz. ohhh, that’s the truth. é o esquema de “a dor é minha mesmo, é enorme, é maior que a de todo mundo porque é minha (ora bolas!) e foda-se quem achar errado”. sim, acabei de descrever meus surtos. reconheceu? porque não é só de pollyanismo que vive a pessoa, né? e às vezes, mesmo com o otimismo todo que me acompanha, eu fraquejo, sinto o chão sair dos pés e surto (lindamente, loiramente e japonesamente). normalmente quem fica perto nesses surtos e não consegue segurar a barra ou não entende como é passar por isso, sofre até mais que eu. e pensem que os surtos de hoje são bem menores que os de antigamente. sinta o drama…

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angústia

isso não pode ser considerado sentimento. deveria ser proibido este tipo de dor, que encolhe o coração tanto que não é possível encontrá-lo depois de um tempo. o pior de tudo talvez seja o gosto amargo na boca. quem dera pudesse ser curado com doces, chocolates (ou beijos)… não… enquanto essa dor fina não cessa, enquanto o coração não esquece o motivo da angústia, não há nada a fazer que possa atenuar, diminuir. só esperar, esperar, esperar… até que o tempo trate de fazer passar. até que o destino mude o curso das coisas. até que a vida se encarregue de oferecer uma nova chance de tentar…

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meh [1]

uma das coisas que eu mais odeio em mim é essa coisa de ser boazinha. reajo a coisas que são incompatíveis com reações amenas, sendo polida, racional, justa… eu deveria estar quebrando copos, chutando o pau da barraca, xingando a mãe. mas não… eu entendo tudo, racionalizo tudo, compreendo tudo. toda boazinha. e cretina. o quanto isso é bom ou ruim eu nem consigo analisar direito, porque a vista turva não deixa. mas vai passar: é o que você sabe quando acontece uma coisa dessas. é o que fica martelando na sua cabeça há horas, junto com a dor de ter (aparentemente) falhado miseravelmente. :}

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