#melosidades


Sentir

A vida é cheia de opções, e normalmente fazemos nossas escolhas baseados no que sentimos. Meu sentimento sempre me regeu mais que a razão. Mas isso é bom, pois sempre faço as coisas com mais entusiasmo. Se não for com vontade, nada feito!


Que em 2008 seu sentimento sempre fale mais alto!

Paz sempre.


CONSIDERAÇÕES [2] 2

Os lençóis grossos arranham a pele queimada de sol. “Melhor seria se meu lençol fosse o corpo macio dele…” ela pensa. Aliás, não! Ela não pensa. Ela deseja. E sente. Mesmo de tão longe. Mesmo com os corpos tão distantes um do outro. O sentimento permanece aqui. E continua o mesmo. Intacto.

Saudade arranha a alma, da mesma forma que os lençóis grossos arranham a pele.


OU NÃO 2

Banho quente. Sabonete com cheirinho de bebê agrada. A alfazema de sempre serve como perfume. Deixa o corpo molhado. É bom o choque do contato com o ar gélido. Arrepia. Faz sentir mais. Chet Baker no player. Lembranças de conversas de outrora. Revelações, confissões, risos, amor, sexo. Fossa? Não, seu moço. Esse coração aqui anda parado no tempo. Tensiona sentir tanta coisa que ainda não veio. O tempo é inimigo. Minutos passam de forma inversamente proporcional ao sono que não quer vir. A luz já se apagou. O monitor pisca ao longe. A lanterna do celular faz seu serviço bem. O livro da tribo diz que a página rabiscada é quarenta e seis. O verso impresso diz “para viajar, basta existir!”. Esse Pessoa sabe das coisas. Entende a infinita arte dos desejos. Sabe de meus planos. Meio do ano que vem? Quem sabe… Tudo pode dar certo. Ou não, já dizia Caetano. E a vida corre. Pula. Dança. Segue seu rumo torto. E eu sigo o meu. Não mais indo de encontro à própria vida. E sim, consciente do caminho torto que me levará até lá. Onde? Lá no alto. No centro. Bem dentro. Forte e fundo. Lá onde mora o medo do mundo.

Alô, paixão!

Um grande número de coisas e pessoas vem e vão em nossas curtas vidas. Quando vem, é só felicidade, calor, vontade. Quando vão, deixam o sabor acre da saudade. Bom mesmo é o retorno. O reencontro. O re-beijo. Re-abraço. A reaproximação. Amo os reencontros em todas as suas incontáveis formas. Amo ainda mais saber que alguém que gosto tanto retorna a meu convívio.

É como se o tempo passasse para todos, menos para nós.
O mesmo calorzinho no peito. A mesma reviravolta de sentimentos. A mesma vontade de ter por perto. Tudo, tudo, tudo e tudo.
Então, paixão… Eu que nem sou assim tão fã de emocore, parafraseio o Simple Plan e canto com o coração cheio de vontades boas: welcome to my life… Again!

Fugi Desse País – Ludov 2

Se eu me perdi
Quando eu errei
Quando eu senti
Que quase estraguei
Toda a construção

Fugi desse país e fui buscar
Qualquer outro lugar
Pra tentar ser feliz
Deu vontade de voltar

Pra te dizer que as opções ainda estão aqui
Vou construir uma família como a gente quis
Quem tem menos faz bem mais que nós por si
Essa cidade não conhecerá meu fim
O que procuro encontrarei dentro de mim

Se eu me enganei não foi por mal
Andei na contra-mão
Daquilo que previ
De tudo que é normal

Fugi desse país e fui buscar
Qualquer outro lugar
Pra tentar ser feliz
Senti vontade de voltar

Vou construir uma família como a gente quis
Pra te dizer que as opções ainda estão aqui
Quem tem menos faz bem mais que nós por si
Essa cidade sempre foi nosso jardim
O que procuro já encontrei dentro de mim…


A coisa mais gostosa que já se inventou

Hoje ele me questiona como e porque tudo aconteceu. A admiração, depois o fogo, a paixão. Coisas que ainda não tiveram fim. E apesar de tudo que andamos dizendo, percebo que visualizamos tantas facetas um do outro que descobrimos o óbvio: eu o completo como ele me completa (e vice-versa, e tanto faz…).

Semelhanças e diferenças existem para o nosso bem. Só não soubemos tirar proveito delas. E se você diz que “o medo é o maior ladrão de oportunidade”, veja como – por medo – já perdemos tantas.

Neste ano completamos um ciclo. Sei que nem todas as mudanças foram benéficas, mas insisto em ser a Srtª. Coração Mole. Deixo-me alcançar os sentimentos sem bloqueios, ou sem fingir que não vejo o que acontece comigo quando você está por perto.

Não me envergonho de meus sentimentos, e talvez seja uma das poucas coisas que me orgulho ultimamente: ser intensa; doar-me por inteiro; deixar minha emoção me levar até o fim.

O que cansa o corpo e a mente é o desgaste. Há muito venho me desgastando por coisas que me permito sentir. E a partir deste momento farei o possível para deixar este sentimento em segundo, terceiro […], décimo plano, partindo do pressuposto que meu bem estar é mais importante que qualquer sentimento que busco compartilhar.

Neste ano, minha única regra é viver! Aproveitar o que a vida oferece e que há de oferecer para o meu prazer. Extrapolar quando quiser sentir-me nas alturas, moderar as atitudes quando o desconfiômetro apitar… Evitar desentendimentos e levar em meu peito o mais bonito dos sentimentos vividos.

Às vezes fecho meu olhos e vejo que não achei o que procuro. Mas quem sabe esse seja a beleza da vida… Uma eterna busca por novos sentimentos. Uma eterna busca por novos momentos. É…

A COISA MAIS GOSTOSA QUE JÁ SE INVENTOU!


*Texto publicado originalmente em 18/03/06
(mas continua atualíssimo).



a estrelinha

Sempre pendurada no pescoço da menina, a estrelinha de prata iluminava seu semblante. Era o símbolo de uma felicidade tão grande que ultrapassava todos os limites e preenchia seu coração. Porém, com o tempo ela percebeu que era uma felicidade solitária, que só se perpetuava em seu coração. Felicidade só dela. Não compartilhada com ninguém. Mas não era assim porque ela quisesse ficar só. Infelizmente o motivo de sua felicidade ignorava as oportunidades de ser feliz ao seu lado. E a estrelinha com o tempo foi perdendo sua luminosidade, ficou tão sem cor e sem vida que nem todos os esforços da menina para recuperá-la adiantaram. E então, numa noite como outra qualquer para os outros, mas muito importante para ela (a noite de reveillon), a menina desistiu! Desistiu da estrelinha, desistiu das lembranças, desistiu de tentar ser feliz junto ao motivo de sua felicidade, desistiu de muitas coisas…

Menos de erguer a cabeça e continuar.

01/2006


de repente

De repente, não mais que de repente… Acontece o inesperado! As palavras se escondem, o grito some, e o coração apressa. Bum! Bum! Bum! Ai meu Deus! Ai meu Pai! E tudo que era fácil, fica difícil. E tudo que era possível, vira impossível! Até seu bichinho de estimação percebe o desassossego iminente. A verborragia de sempre é substituída pelo engasgo. O tempo é contado a cada passo. E o final do fim do infindável, ninguém sabe, ninguém soube, ninguém viu. Simplesmente sumiu! A presença constante e cortante mudou seu rumo. O jeito rápido e insistente simplesmente tomou prumo. E todos os motivos para se ser como se é, acabaram por destruir o torpor. O corpo rijo que se outrora se fizera presente, foi embora com aquela gente. Povo incrédulo, invejoso e intransigente. Tudo que construía se perdeu. O calor que já subia, arrefeceu. E o tempo e o espaço se foram junto aos passos daquele rapaz. Mas e então, e aí, e agora… Como é que se faz? O que lhe resta é viver e levar. Temer, mas continuar. Pois com o tempo, o passado e a saudade, hão de se acostumar.

20/06/2006


poderia ser uma história bonita

Teu beijo, apesar de doce, machucou-me. Feriu forte, com características de luta perversa. Uma briga corporal assaz intensa para mim. E meu corpo dolorido, agora padece desta luta triste e imensa. E eu só espero que você tenha me esquecido. Pois não quero que lembres dos momentos escusos ou que pense que haverá um segundo momento. Não quero, não devo, não posso, não cogito a possibilidade. Não quero também que acredites em qualquer maldizer. A meu ou a seu respeito. Tanto faz. Whatever. O que for. Só quero dormir, e deixar o tempo passar. E talvez esquecer essa grande vontade. Que mesmo sem querer vem, e invade. Pois o primeiro momento… Se, talvez, quem sabe, tivesse acontecido em outro lugar do tempo e espaço, poderia até ser uma história bonita.

24/04/2006


deixem-me em paz…

só vejo sorrisos falsos.
e por trás disso há sempre um sentimento que não estamos prontos pra mostrar, dividir.
sempre tentamos omitir nossas emoções, por medo da incompreensão alheia.
não quero mais tudo isso, oras.
apenas deixem-me em paz