músicas


somebody that I used to know

you can get addicted to a certain kind of sadness
like resignation to the end, always the end
(..)

I guess that I don’t need, that though
now you’re just somebody that I used to know
(…)

now and then I think of all the times you screwed me over
but had me believing it was always something that I’d done
(…)

but I don’t wanna live that way, reading into every word you say
you said that you could let it go
and I wouldn’t catch you hung up on somebody that you used to know


wrong

começou o dia querendo existir fora dali. fora daquele espaço ínfimo e também fora de você. pensava ter conseguido, mas o passado recente insistia em martelar bem de mansinho na sua cabeça. queria fugir das possibilidades que não eram mais possibilidades. escapar da maldição do “e se”… nossa, como ela detestava o “e se”. mas você continuava grudado em todo pensamento que surgia. junto com o “e se”. e, bem… não dava pra fugir. não assim. pelo menos ainda não. enquanto ela não percebesse tudo que estava por trás daquela atitude final, nada acabaria. e realmente foi aquele não disfarçado de “vou ali e já volto” já que mudou tudo. que fez com que ela trançasse os próprios pés e caísse bem ali. naquele mesmo lugar de onde ela, rodeada de palavras soltas infernizando seu dia, tentava lembrar da última vez que havia sentido algo daquela forma. no fim das contas, concordo que ela gosta mesmo é de sofrer. até porque quando dói é muito mais bonito…

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estaria maluco se não tivesse junto 1

esse são joão me fez reencontrar muita gente e lembrar de muita coisa. voltar pra a bahia sempre me proporciona esse monte de emoções misturadas. de sentimentos que ainda teimo em sentir e outros que não me afetam mais (e em teoria deveriam. mai, né?). e mesmo os que não afetam, ainda permanecem na lembrança. e eu sou aquela que gosta de lembrar, né? ‘aquelas coisa’…

daí que agora há pouco falei que precisava de um show d’o rappa. e parando pra pensar, tem um fundamento estranho, essa vontade. deve ser algo relacionado com loucuras e começos. minha relação com o rappa começou precisamente em 2003. conheci músicas do cd ‘o silêncio que precede o esporro’ e fiquei completamente encantada. a força das letras, a melodia e a presença de marcelo falcão fizeram com que eu me tornasse fã automaticamente. tudo bem que eu já conhecia músicas de outros cd’s (a feira, pescador de ilusões, homem amarelo etc), mas as músicas do cd que citei me pegaram pelo pé de verdade. principalmente essa:

~e a cachaça queima bem forte, vibrante e forte~

daí que depois de tanta tietagem ilusória, em 2005 tive finalmente a oportunidade de ver a banda ao vivo. seria em ilhéus, no domingo… dia meio errado, já que tinha que trabalhar no outro dia em itabuna. mas, foda-se. era a chance. e depois de um churrasco da firma que eu trabalhava na época, parti pra meu show. obviamente ninguém tinha marcado comigo e eu ia sozinha. mas naquela mesma tarde a sorte (??) mudou e calhei de ter companhia.

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entende?

há os que não compreendem… mas eu entendo a felicidade que existe quando uma música me transporta para outro universo. parte do passado… quem sabe futuro. aquilo que dá pra saber que – independente do tempo – sempre estará presente. porque, mesmo que tudo mais se quebre com o tempo, é no coração que permanece guardado o bruto do sentimento. aquele sentimento de dor fina, com cheiro de saudade… claro. mas é a saudade boa. porque, mesmo sem sentir de perto, sempre é bom lembrar.

“ainda há fogo em mim, queria sempre assim…

quem sabe ainda sobre alguma chance. a tarde, o vento e o mar”


a carne dos deuses

“E assim eles me mostraram:

Passe dos limites da sua casa, da sua turmaSe comunique sem nenhum tipo de rótuloSupere seus limites, não se conforme com a informação. Busque, atreva, ultrapasse os muros impostos. Atravesse a linha do seu horizonte. Eleve seu espírito como um flash… Sem destino, em todas as direções. Supere seus limites de respiração, de força de bicho. Como um macaco nu que luta incondicionalmente pela vida. Então, sinta mais… Abrace cada sentimento seja ele qual for, como se abraça a quem se ama. E quando precisar, chore. Onde estiver, chore. E um dia, dance… Um dia dance do jeito que você quiser. Sem dúvida, as pessoas que dançam com verdade são pessoas muito mais felizes. E por mais louco que possa parecer, não me ouça. Pois posso ser apenas mais um tijolo daquele muro que você quer… Passar… Simplesmente passar…


skap

Quando você pinta tinta, dessa tela cinza
Quando você passa doce, dessa fruta passa
Quando você entra mãe-benta, amor aos pedaços
Quando você chega nega fulô
Boneca de piche
Flor de azeviche

Você me faz parecer menos só
Menos sozinho
Você me faz parecer menos pó
Menos pozinho

Quando você fala bala, no meu velho oeste
Quando você dança lança flecha, estilingue
Quando você olha molha meu olho que não crê
Quando você pousa mariposa morna, lisa
O sangue encharca a camisa

Você me faz parecer menos só
Menos sozinho
Você me faz parecer menos pó
Menos pozinho

Quando você diz, o que ninguém diz
Quando você quer, o que ninguém quis
Quando você ousa lousa pra que eu possa ser giz
Quando você arde, alardeia sua teia cheia de ardis
Quando você faz a minha carne triste, quase feliz.

;~