pieguices


but baby it ain’t over ’til it’s over

acordou sufocada debaixo daquela aura ridícula de calor infernal. lavou o rosto, foi até a cozinha, bebeu um belo copo de água gelada. mas tudo ainda sufocava. um banho gelado talvez resolvesse. e foi o que fez. mas o sufoco aparentemente vinha de outro canto, de dentro. não dava bem pra explicar.

um toque e o aviso, hora de ir. entrou no carro, olhou de soslaio e falou amenidades. o que estava por vir já era tão doloroso sem nem acontecer, que só a possibilidade daquilo virar fato consumado, aumentava infinitamente o sufoco. pararam no primeiro lugar disponível. “aproveito e conheço já que nunca vim aqui, né?”. sem espaço com ar condicionado, decidiram conversar no calor mesmo.

(more…)

___________

da série: eles falam por mim 1

se a artista permitiu, não configura kibagem, procede? 😉

entón… hoje é a dona calorina burgo que fala por mim.

admito. eu não fui ao psiquiatra para me diagnosticar. eu não tomo remédios controlados, e não sofro propriamente de instabilidade de comportamento, desses que me levam da euforia extrema à depressão profunda. na verdade me expressei mal. meu coração é bipolar, não eu. eu sou apenas o invólucro onde ele habita, totalmente desgovernado e cheio de si, dono dos meus passos.

acontece que cada dia ele (o coração desgovernado) toma para si um novo papel. seja o apaixonado, seja o insensível. mas qualquer papel que seja, tem a intensidade de ser inteiro, de tomar conta de mim completamente.

 

(more…)

___________

melancolia au contraire 4

quando tudo está desassociado do que deveria ser é que mais penso em você.

e também porque o contrário das coisas sempre me faz querer o contrário do contrário e vice versa. sempre assim. bem aquela coisa de criança pequena. o não é sim e o sim é não. e sozinha mesmo, sem a ajuda de senhor ninguém – dentro do meu mundo subjetivo e mais surreal que qualquer forma de imaginaçãoeu crio esses estranhos subterfúgios para não te amar mesmo te amando. ou não.

é… às vezes eu me perco nas lembranças e penso que nunca te amei de verdade. entendo que apenas criei mais uma dessas paixonites agudas dentro de mim para manter acesa a sensação falsa de felicidade instantânea. ou de segurança. vai saber…

o que já sabemos é que sou eternamente torta das ideias e do coração. o que eu tento descobrir é se esqueço tão fácil quanto amo. porque mesmo depois de anos, de tantos tempos, de tantas pessoas que passaram por mim (nós?) e as reviravoltas da vida…  eu volto a lembrar tão facilmente de ti, tão sem querer querendo, que acho que voltei a te amar – quando nem sei se deixei de…

(more…)

___________

alice

terminei ontem de ler alice in wonderland pela enésima vez. e mesmo já sabendo tudo do começo ao fim, sempre fica aquele suspiro, sabe? leve, saudoso, como se a história fosse minha. como se eu pudesse ser alice. como eu desejando ter uma história como a de alice.

___________

Pieguices

Há alguns meses eu venho reclamando que não consigo escrever nenhuma poesia postável. É vero. Veríííííssimo. Encontro-me naquele período risível (e altamente chato) de hiato criativo amoroso. Normalmente isso me estressa pra caramba! Consigo ficar mais chata do que o normal… E olha que eu já sou chata³³³³³³³³!

Eis que ontem eu achei um livro antigo de poesias, perdido no meio da minha estante que anda entupida best-sellers “lista-dos-10-mais-vendidos-da-veja” style. Epitáfio para o Século XX e outros poemas – Affonso Romano de Sant’Anna. Foi como achar um oásis no meio do deserto… Caramba, eu sempre adorei esse livro! Fui relendo, relendo… Relembrando tantas coisas boas, tantas coisas antigas… Conheci as poesias dele na aula de Jailton, meu mais amado professor de Literatura e Artes.
Mas ok, ok… Isso (especificamente) não vem ao caso, agora. O importante nesse balaio todo é eu ter achado essa poesia abaixo, pela qual eu sempre fui apaixonada, e observar que se não totalmente , ela me redime um pouquinho de ficar tão chateada com o tal hiato criativo amoroso. Consegui entender que não preciso necessariamente escrever poemas de amor no papel. Posso escrever e “poetizar” de outra forma, mais lúdica até: VIVENDO O AMOR…
Como não pensei nisso antes? Acho que continuo meio lerda para pieguices…
ARTE FINAL
Affonso Romano de Sant’Anna

Não basta um grande amor
para fazer poemas.
E o amor dos artistas, não se enganem,
não é mais belo
que o amor da gente.
O grande amante é aquele que silente
se aplica a escrever com o corpo
o que seu corpo deseja e sente.
Uma coisa é a letra,
e outra o ato,
quem toma uma por outra
confunde e mente.
___________

let it be, etchie. let it bLi.

PARABÉNS (singelo e básico) e TE AMO (singelo e básico)… Sem rococós, frufrus, texto elaborado ou presente. Acho que nem precisa, né? Você sabe das coisas. Nem preciso dizer. 🙂

Ps(1): Mas me tira uma dúvida… É sete de setembro ou 07 dos 07?? *risos*
Ps(2): Observe a hora do post… 3 e lá vai da manhã… Tô uma notívaga irrecuperável!
Ps(3): Fiquei a noite toda relendo uns bate-papers da vida! Você sabe o que é isso? Reler bate-papers = muitas lágrimas e saudosismo enormemente enorme.
Ps(4): Vai rolar hamburgão? êêêêêêêê
Ps(5): Tá bom de ps, néah?

BJOCAS, TE AMO-TE…

Ôpa, já ia esquecendo… A música que é nossa, amigo. Só nossa. Nem dos Beatles é mais. Tô ganhando até os royalties. *rs* Inclusive do trocadilho ‘Let it bLi’… hahhaa

Let It bLi – Beatles

When I find myself in times of trouble
Mother Mary comes to me
Speaking words of wisdom, let it be.
And in my hour of darkness
She is standing right in front of me
Speaking words of wisdom, let it be.
Let it be, let it be.
Whisper words of wisdom, let it bLi.

And when the broken hearted people
Living in the world agree,
There will be an answer, let it be.
For though they may be parted there is
Still a chance that they will see
There will be an answer, let it be.
Let it be, let it be. Yeah
There will be an answer, let it bLi.

And when the night is cloudy,
There is still a light that shines on me,
Shine on until tomorrow, let it be.
I wake up to the sound of music
Mother Mary comes to me
Speaking words of wisdom, let it be.
Let it be, let it be.
There will be an answer, let it be.
Let it be, let it be,
Whisper words of wisdom, let it bLi.

___________

inesquecível

Inesquecível, o sol naquela tarde,
A brisa balançava as águas iluminadas pela luz solar.
Dunas se formavam com a ajuda do vento.
O tempo passava, e cada vez mais o sol se escondia;
Mas a lembrança faz com que eu reviva o passado.

Ponho-me a olhar diretamente nos seus olhos;
Há outros planos para o dia seguinte;
Quando vier a hora certa, lhe avisará;
Nunca fui de abrir meus segredos para o mundo;
Assim como nunca deixei de te amar;
O espelho reflete seu amor por mim, eu sei.

de Daniel Santana para Brisa Dalilla

___________

até agora…

Até agora,
Tudo que vem de você me fascina,
Me ilumina o rosto,
Faz brilhar o olhar.
E pode até parecer clichê,
Coisa assim, demodê…
Mas me encanto com você a cada segundo.
E mesmo que passe um tempo,
Uns dias,
Uns meses,
Creio que não haverei de esquecer esse teu jeito manso,
A fala arrastaada…
Às vezes até complicada.
Um menino-homem que ainda não sei definir com certeza,
Dono de uma diferente beleza.
Gracioso rei de diversos forrós
Encantado com uma solitária poetisa enferrujada pelo tempo que passa
Encantado com algo que ainda não sabe definir
Mas que nem por isso deixa de existir.

12/2004

___________