realidades


CONSIDERAÇÕES [1] 1

Havia um tempo em que eu não fumava cigarro nem tinha namorado. Me satisfazia com um Ludov no Media Player. Uma cerveja e um Cheetos no posto. Bastava rodar de moto pelas ruas da cidade do calor mais modorrento do mundo, sentindo o vento na cara. Ou assistir a um filme, sozinha, no cinema. E ver os bobos me perguntarem porque sozinha? E eu respondendo sempre porque eu me considero minha melhor companhia. Tá… Vamos considerar que eu não sou assim, a pessoa mais auto-suficiente do mundo. Mas estar sozinha, fazendo coisas que eu gosto, é primordial pra mim. Coisa que eu tenho e terei sempre comigo. É muito difícil alguém em sã consciência entender que você gosta de ficar consigo mesma. E que naquele momento não seria a mesma coisa se estivesse acompanhada. Bobagem, dizem. Bobagem uma porra, eu respondo! Individualidade é imprescindível! Saber fazer as coisas sozinha e se virar também! Mas não é o que acontece normalmente, com as pessoas normais (ok, já percebi que não faço parte dessa raça – os normais). Mas é terrível ter de explicar tudo duas vezes. Alôôw, Deus! Porque cê não fez humanos com tecla SAP? Ia ser mais fácil desse povo doido entender as minhas sandices e eu entender as deles. Complicado esse negócio de viver, né? Mas é gostoso, apesar de trabalhoso. E sigo sobrevivendo. Sem minha moto para rodar as ruas da cidade calorenta. Sentido o vento quente baforar minha nuca, andando sempre à pé. Agora tomando cerveja (sem o Cheetos acompanhando) no horário de almoço. Sem ver mais tanta graça no cinema by myself. Ouvindo o novo cd de Ludov (que não é a mesma coisa do antigo – os antigos sempre são os melhores, procede?). Sem namorado, como antes (mas, doida de pedra por um ;~). Mas agora com o plus da nicotina exacerbada de todo dia, amém.

Então vamos lá ver qual será o próximo passo.
O próximo pulo no mundo.
Ou o próximo vício, quem sabe…

Até mais, meu povo.


A coisa mais gostosa que já se inventou

Hoje ele me questiona como e porque tudo aconteceu. A admiração, depois o fogo, a paixão. Coisas que ainda não tiveram fim. E apesar de tudo que andamos dizendo, percebo que visualizamos tantas facetas um do outro que descobrimos o óbvio: eu o completo como ele me completa (e vice-versa, e tanto faz…).

Semelhanças e diferenças existem para o nosso bem. Só não soubemos tirar proveito delas. E se você diz que “o medo é o maior ladrão de oportunidade”, veja como – por medo – já perdemos tantas.

Neste ano completamos um ciclo. Sei que nem todas as mudanças foram benéficas, mas insisto em ser a Srtª. Coração Mole. Deixo-me alcançar os sentimentos sem bloqueios, ou sem fingir que não vejo o que acontece comigo quando você está por perto.

Não me envergonho de meus sentimentos, e talvez seja uma das poucas coisas que me orgulho ultimamente: ser intensa; doar-me por inteiro; deixar minha emoção me levar até o fim.

O que cansa o corpo e a mente é o desgaste. Há muito venho me desgastando por coisas que me permito sentir. E a partir deste momento farei o possível para deixar este sentimento em segundo, terceiro […], décimo plano, partindo do pressuposto que meu bem estar é mais importante que qualquer sentimento que busco compartilhar.

Neste ano, minha única regra é viver! Aproveitar o que a vida oferece e que há de oferecer para o meu prazer. Extrapolar quando quiser sentir-me nas alturas, moderar as atitudes quando o desconfiômetro apitar… Evitar desentendimentos e levar em meu peito o mais bonito dos sentimentos vividos.

Às vezes fecho meu olhos e vejo que não achei o que procuro. Mas quem sabe esse seja a beleza da vida… Uma eterna busca por novos sentimentos. Uma eterna busca por novos momentos. É…

A COISA MAIS GOSTOSA QUE JÁ SE INVENTOU!


*Texto publicado originalmente em 18/03/06
(mas continua atualíssimo).