TPM


primeira vez, fode. 6

a primeira vez que você fode alguma coisa é marcante. porque lembrar que te foderam é normalzinho, comum, geração capricho, blá. mas lembrar que você teve a mão sexual e fodeu a situação, coisa, trabalho, pessoa, amizade ou relacionamento, dói. para los carahleos. porque é muito fácil ser quem tá do lado fodido… você sofre e tal e pá. mas foi o outro lado que te fez mal. você tem tudo a seu favor. as pessoas te apóiam, a sociedade te apóia, ninguém te chama de sacana, filhodumaputa e sem vergonha. ninguém te rechaça e deixa de te chamar pra tomar aquele sorvete de fim de tarde. ou aquela cachaça de fim de semana. apenas o lado fodedor sofre a retaliação toda. e você lá, fica pagando de boa pessoa, que não fez nada de errado, só sofre. que peninha bozolina. ah… te fudê. quando você é o lado que fez a merda, você fica marcado para todo sempre. porque, mesmo que você tenha feito a merda sem intenção (“pô, sem querer, desculpaê, foi mau, nunca mais faço isso!”), já te consideram a escória da humanidade. é como se nada de bom do que você tivesse feito na vida, importasse mais. foi uma irmã dulce na vida e sem querer pisou numa formiga = assassina. e porque eu tô falando tudo isso? primeiro porque eu já estive muitas vezes nesse lado de quem fode. e em todas as vezes sofri pra caralho, porque mais difícil do que ter que pedir perdão é ter que pedir perdão pra pessoas que, aparentemente, estão pouco se fodendo pra você. e que te ignoram. e que deixam pra lá. e que calam. e que não falam nem pra dizer um “cale a boca, porra! fique no seu canto…”. e eu, com minha mão sexual, fiz nesses últimos tempos o que não concordo. calei e deixei pra lá, por pura falta de paciência de conversar ou entender. primeiro porque tinha ficado exausta com quintilhões de situações bosta que estavam acontecendo. e quando isso acontece, me fecho. mas não sei se quero ficar nessa posição de fodida (não visualizem). e, infinitamente maior do que a minha vontade de aprender a pedir perdão, é minha vontade de aprender a aceitar perdão. e sei lá. vou dar enter nessa porra sem saber mesmo o que escrevi. não que seja tão diferente do que escrevo normalmente nessa budega. espero que quando eu pare pra ler isso de novo, calhe de me fazer pensar e quem sabe tentar mudar de atitude. e acredito que isso vale para mais umas pessoas que vão ler issaquê. abs.


trivialidades randômicas e características estranhas do surto

quando a gente surta parece que, além de louca, fica cega, surda e sem entender um palmo de coisas embaixo do nariz. ohhh, that’s the truth. é o esquema de “a dor é minha mesmo, é enorme, é maior que a de todo mundo porque é minha (ora bolas!) e foda-se quem achar errado”. sim, acabei de descrever meus surtos. reconheceu? porque não é só de pollyanismo que vive a pessoa, né? e às vezes, mesmo com o otimismo todo que me acompanha, eu fraquejo, sinto o chão sair dos pés e surto (lindamente, loiramente e japonesamente). normalmente quem fica perto nesses surtos e não consegue segurar a barra ou não entende como é passar por isso, sofre até mais que eu. e pensem que os surtos de hoje são bem menores que os de antigamente. sinta o drama…

(more…)


é tudo verdade

O que eu escrevo aqui é tudo verdade.
Mesmo quando é música ou poesia no copy-paste, mesmo quando é sem nexo…
Porque eu sou sem nexo.
E porque eu não estou numa fase boa.
E quem lê isso aqui sabe o porque.

Mas como já dizia Alfred Newman: “Só as mulheres sangram…”

Então vamos a mais um copy-paste (com significado Ed).

Beijos a Todos.

Cássia Eller/Cazuza – Todo Amor Que Houver Nessa Vida

Eu quero a sorte de um amor tranqüilo
Com sabor de fruta mordida
Nós, na batida, no embalo da rede
Matando a sede na saliva

Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum trocado pra dar garantia

E ser artista no nosso convívio
Pelo inferno e céu de todo dia
Pra poesia que a gente nem vive
Transformar o tédio em melodia…

Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum veneno anti-monotonia…

E se eu achar a tua fonte escondida
Te alcanço em cheio
O mel e a ferida
E o corpo inteiro feito um furacão
Boca, nuca, mão e a tua mente, não

Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum remédio que me dê alegria…
Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum trocado pra dar garantia
E algum veneno anti-monotonia…
E algum…


ahhhhhhhhhhh!!!

O que é que se faz quando uma suposta TPM se reproduz e toma praticamente duas semanas do seu mês, te enchendo daquelas bobagens tipo “Tô gorda!”, “Tô feia!”, “Ninguém me ama!”, “Ninguém me quer!”….

Argh!

Algum laboratório de medicamentos devia me presentear com remédio contra a TPM… Seria melhor para todo mundo.

E essa mérda de blog me encheu de novo!

E TODA vez que eu me encho do meu blog é sinal de TPM ou algo do tipo.

É uma droga mesmo.

É o que dá ler Bridget Jones demais… Tô quase igual a ela em alguns aspectos. Ou será que no fim todas nós temos um pouco de Bridget em nós?

Fica a dúvida.

E eu fui, porque essas teias de aranha aqui já me torraram a paciência.

Tchau.