trivialidades


perigo 3

o tempo nada faz para impedir que se crie na minha mente esperanças de novidades, de mudanças, de acordos diferentes com a vida. penso que se pudesse saltar profundamente sobre todos os planos de não ter planos, tudo seria mais fácil e palpável. o fato de que eu queira não querer algo, quer dizer que não vai acontecer? au contraire. acontece. o querer vem ainda maior. entra e invade tudo que não deveria, não poderia, não bastaria. acaba por trazer a meu mundo possibilidades infinitas, inspirações loucas, vontades excusas. acaba por fazer crescer o desejo de que o desejo não arrefeça nem por um segundo sequer. aí que entendo que sou movida por isso. por todas essas vontade óbvias, que naturalmente vem e vão em um espaço curto de tempo. deu vontade? sigo sentindo. passou? vamos ao próximo desejo. viver controlando as tantas faces de minhas vontades é que é perigoso. perigo é não sentir, não fazer, não viver. perigo é se ver um dia parada no meio de seus próprios sentimentos não sentidos. perigo é deixar de entender como o sentir é belo e gostoso de ser vivido.

trivialidades randômicas e características estranhas do surto

quando a gente surta parece que, além de louca, fica cega, surda e sem entender um palmo de coisas embaixo do nariz. ohhh, that’s the truth. é o esquema de “a dor é minha mesmo, é enorme, é maior que a de todo mundo porque é minha (ora bolas!) e foda-se quem achar errado”. sim, acabei de descrever meus surtos. reconheceu? porque não é só de pollyanismo que vive a pessoa, né? e às vezes, mesmo com o otimismo todo que me acompanha, eu fraquejo, sinto o chão sair dos pés e surto (lindamente, loiramente e japonesamente). normalmente quem fica perto nesses surtos e não consegue segurar a barra ou não entende como é passar por isso, sofre até mais que eu. e pensem que os surtos de hoje são bem menores que os de antigamente. sinta o drama…

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22:09 1

ela jurava que não queria ter medo de sentir tudo de novo. até porque mesmo na vontade de esquecer a parte romântica da coisa, o passado continuava tão latente – tão presente e tão desejado – que há de se convir que os sentimentos iam se confundir no meio do caminho. e ela nunca teve medo de sentir de novo. o medo na verdade, permeava era a parte do vazio. “é que coração não nasceu pra ficar vazio, sabe?”, ela pensava. daí vinham as lembranças… e relembrar é aquela coisa dolorosa (mas de certa forma gostosa). tem dores que fazem até bem, já dizia o poeta. relembrar e trocar alguns ois, palavras soltas. o comum, o de sempre, o trivial. da rotina que, quando se perde, dá saudade. o trivial, poderia parecer trivial na cabeça do resto do mundo. mas era o trivial só deles e de mais ninguém. que fazia com que se entendessem sem interferências externas. dum mundo que ninguém haveria de mudar. foi como ela aprendeu a lidar, a conviver e a amar.

até hoje ainda permanece a dor gostosa de especular pra si mesma o que poderia ter sido. e ela sabe como a dor de um fim (iminente) pode ser cruel, como se rasgasse a alma em mil pedaços. mas o trivial que permanece, às vezes acalenta a dor. mesmo sabendo que o coração não deixa de sentir as coisas que a cabeça manda. mas há de ser racional, além do emocional. há de ser forte, mesmo quando falta o ar. há de ser correta com as coisas que simplesmente não dependem de nós para acontecer. porque nem sempre dois são um. mas nem sempre o fim é o fim (e o suspiro vem fundo a cada pensamento sobre isso). a verdade é que o fim não é tão terrível assim. e há de se entender que cada fim dita um novo começo. faltando pedaços importantes, claro. mas ainda assim há um começo. e começos não dão medo.


Eleições: Everybody wants to be OBAMA 5

São milhares e milhares de matérias falando sobre como esse ano vai haver uma revolução nas eleições, uma diferença de aproximação do candidato com seu público, a tão falada eleição digital. Mas será que vai ser tudo isso mesmo? Pra não usar um termo forte como Eden usou, arrisco a dizer que esse será o ano das escorregadas digitais. Tô exagerando? Então observe o que vem a seguir.
Jorge Corte Real – reconhece esse nome? Se você é de Pernambuco, com certeza vai se lembrar. Empresário, líder sindical, engenheiro e presidente licenciado da Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (FIEPE). Lembrou? Só que tem muita gente que não é de PE (incluindo eu mesma) nem sabe de onde surgiu o tal Jorge e viu esta arroba surgindo na sua timeline de repente. E olha que eu tava com tanto sono, que nem participei do buxixo. Só fiquei observando até dormir.

adesivando e andando e… 2

Olha galera, cês já sabem que nem precisa me dar nada de jabá pra eu fazer propaganda de algo que eu acho legal, né? Gostei? Apostei no produto? Divulgo mesmo, sem medo de ser feliz. Depois de cantarolar alegremente meu amor pelas tranqueiras do Segredo do Vitório e pelos caderninhos da Corrupiola, agora fiquei em crise com o Meu Adesivo! @dezzamac, diretora de arte aqui da agência e nova colega de trabalho, é umas das designers convidadas do site, me deu a dica e agora já sabem… QUERO TUDO! Meu novo quarto merece.
yellow submarine para os beatles fans

Diário de Hellcife. parte 1 1

as aventuras de uma tabaroa na cidade grande

20/06 – em quase duas semanas na veneza brasileira, já me aconteceram coisas doidas pra contar história por um ano! mas já sabem que eu, na minha desorganização mental, não tenho conseguido por isso no papel. talvez porque com a proximidade de 2012 e tal eu esteja querendo mais viver do que escrever o que tô vivendo. tenderam? bom… tentarei ir postando, aos poucos, fatos importantes de minha tabaroice que não podem ser esquecidos:

1- eu me perdi no shopping: mas me perdi de ficar em desespero!! um crusoé boiando no meio de um mar de gente que fala “te fode” e “visse” e que não entende como alguém pode se perder no shopping. tive que parar um daqueles seguranças que andam naqueles negocinhos motorizados e dizer: “- moço, tô perdida o.O!” E ele: “- mas como?” pra tu ver como é, ninguém me entende. o babado era que eu não sabia explicar por onde tinha entrado. ou seja, um shopping grande da porra, que tem vários corredores de quilômetros de lonjura e eu rodando que nem barata tonta baiana. foi como se tivessem me vendado, rodado 10 vezes e eu não soubesse mais me localizar no espaço. depois de meia hora tentando desesperadamente parar de andar em círculos, com a parte interna das coxas assada (já que eu sou gorda e tava de vestido) e os pés doendo feitaporra, já que eu resolvi ser chique naquele dia e andar de salto alto, CONSEGUI ACHAR A SAÍDA. pensei: da próxima vez jogarei migalhas de pão, bem joão e maria style.

contaria mais coisas, but tenho que me arrumar pra ver o jogo do brasil numa tenda da coca-cola. vai ter show de monobloco, coisiquinhas free e coisa e tal… será que vai prestar, meu pai? =D presta nada!

e ó, eu prometo (ói, que mentira) voltar antes do próximo milênio pra contar mais tabaroices. sei que cês ficam dando f5 pra ver se sai alguma coisa aqui, eu sei, eu sei. cês me amam!

mas ó, TÔ FELIZ. isso que importa.

três beijo e três queijo. :* muá


Reclamações 4

Recebo e-mails, tweets, ligações e recados no orkut (é ainda tenho conta lá #shameonme) alteradíssimos de gente desesperada perguntando “PORRRRQQQQUUÊêÊ VOCÊ ABANDONOU O ENTOJO. PORQUEêêêê!???111”. Amo vocês viu, 41 leitores do meu feed lindo. Pessoas desesperadas do meu coração. :)) Mas eu não abandonei, gentes. É que eu tava tocando outras coisinhas por aí. Como por exemplo, arrumar o blog de jr: http://uescpeloavesso.blogspot.com, ou distribuir currículos para todas as empresas da face da terra, a pé, via e-mail, via amigos e via a puta que o pariu, na esperança linda de conseguir um trabalho pra pagar as contas. Pq né, tá difícil a situação.

Ou a grande preocupação que eu estou no momento porquê eu consegui formatar a unidade errada do computador. Tipo, era pra formatar meu pen drive, unidade G e tal, massa… Eu formatei a D, que era onde estavam todos os meu arquivos. TODOS! Incluindo os que eu não tinha passado pro notebook ainda. É bem motivo pra eu me preocupar, né? Agora tentei recuperar com um programinha CRETINO que tá querendo me cobrar pra salvar os arquivos. Alô amigo, eu tenho 10 centavos + 2 balas icekiss na minha carteira. Vou pagar pra recuperar arquivos?

E também tem essa vida de dona de casa desesperada desempregada, que é um babado. Parece que os pratos vão pra pia e se reproduzem, nascendo vários pratos de sobremesa e copos e panelas e vasilhas plásticas (já contei como odeio vasilhas plásticas?). E ó gente, não nasci mesmo pra ser dona de casa, valeu?! Nasci pra ser o “macho” que vai trabalhar, fica o dia todo fora pra prover a família e chega em casa querendo futebol, tv e cerveja. Ainda coço o saco, se precisar. Taí Deus, super dica pra minha próxima encarnação: me manda como HOMEM pra facilitar as coisas, viu?

:*

Ps: Colocaria uma imagem legal se não tivesse perdido TODAS AS IMAGENS legais que eu tinha guardado pra postar, no pc. Fica pro próximo.


construindo. q?

será que se eu começar a fazer que nem uns/umas aí e pegar palavras soltas, sorteadas num dicionário ou no google (mais prático) depois juntar num bolo doido e jogar pra a posteridade vão acreditar que eu voltei a fazer poesia?

porque né, poesia, tu anda escondida nalgum buraco beeeeeem distante de moi aqui.

mas isso pode ser até bom, prrrrq aí eu começo a usar esse blog pra falar de coisas sérias e que realmente afetem o movimento do universo, né não?

(…)

oi? alguém aí?

não, né…

ó, xô ir lavar roupa, que eu já tô parecendo a mônica, usando o mesmo vestidinho para todo sempre.

serginho ficou #tenso

muitos queijos. e beijos. :*