dispensada de salvar universos

versos inversos

te amo porque teu cheiro não sai da minha pele, nem que esfregue mil vezes, na tentativa de diminuir a saudade;

te sinto porque sei que me sente, e em sua enorme presença em mim, me cobre, me acalma, me excita e me entende;

te desejo porque seu coração me governa, sua boca impera sobre minhas atitudes, seu corpo me chama, me ama, me atende e me cama;

te entendo porque somos feitos da mesma matéria, estranha (da entranha), fomos contruídos do mesmo barro, nascemos na mesma natureza;

te excito porque não há outra forma, a vontade da paixão me descontrola, o carinho do amor me domina, o ato de te desejar me ensina a excitar;

nos amamos, nos ensinamos, nos permitimos, nos desconstruímos;
nós na cama, nós na fama, nós nos nossos próprios desejos conectados;
eu que amo, você que ama, eu que desejo, você que deseja;
versos inversos reversos e desconexos,
para constatar o inconstatável;
a existência do amor com regras e desregrado,
da vontade imensa e inquestionável,
da saudade intensa que aperta os sentimentos,
do desejo de estar com você além do tempo.

brisa dalilla =ontem de noite=

saudade, muita saudade

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