dispensada de salvar universos

quinta quinta quinta quinta quinta

pára tudo, que eu tô entrando em estado de psicopatia galopante nível 5! hoje é quintaquintaquinta mas eu não consegui botar o pé pra fora de casa… argh! preciso de um banho gelado. preciso de uma bebida gelada. bebida! gelada! é isso! é isso! peraê… *corre pra buscar um copo de vinho* vinho seco… eca! alguém explica pra meu irmão que eu sou pobre de natureza! e pobre raiz bebe canção tinto suave e fica com ressaca de dois dias seguidos, segurando de um lado pro outro a cabeça quase em estado de elefantíase. diboua… diboua meeeeeishmo! quem é que fica em casa em pleno 25 de dezembro postando num blog, cujo nome é entojo!? quem, quem, quem? só moi aqui. *bebe mais um gole do vinho* pior você, caro colhéga, que se digna a ficar lendo minhas sandices assim, em pleno dia de caxassada pós ceia de natal. ó, ó, óóóóó… se ligue… *hic* caramba, vinho bom! *bebe mais um gole* mas sabe o que é pior que isso tudo, disso tudo? *hic* caramba denovo… esqueci o que ia dizer. e olhe só.. era uma idéia massa… era alguma coisa boa o que eu ia dizer. mas, segundo meu irmão, quando você esquece é porque não era importante. hoje é quintaquintaquinta! amanhá é sexta! e que diferença isso faz numa vida onde os dias estão todos iguais? nada! nenhuma diferençazinha pequenininha sequer. as pessoas, em teoria, devem se divertir nessas épocas festivas e tal. e quando eu entro na caralha do MSN só vejo nicks insatisfeitos com o natal, reclamando do natal, hostilizando o natal, e tal. pelo menos não tô sozinha nessa coisa meio de grinch… não sabem quem é o grinch? google me baby! até prrrq né, se você não sabe quem é este verde rapaz com certeza nem tevê aberta você assiste, caro colhéga. *mais um gole, hic!* vinho bommmm… ah, micalatéia… saudaaaaade. ô véi… se ligue. me empresta derréal aê. o vinho ta acabando… bom… mas deve ter mais algo aqui nessa casa pra se beber. *corre pra cozinha* rapaz, só achei catuaba (não bom pro momento abandonativo que me encontro), campari (o xarope pra garganta de gosto ruim que eu tomava quando era pequena, perde feio!) e três celvejas que sobraram do níver de ban. innnncrusível, boa festa aquela viu… boa boa boa. valeu mais que a semi-ceia daqui de casa e a noitada péssima na ballo. a última equipe de sobreviventes saiu daqui de casa 8 da manha, depois de um café da manhã com milkshake e coxinha da danúbio. dilícia! falando da noitada na ballo… ballo, pois é. todo ano amermacoisa. fico parada num canto qualquer, vendo as pessoas passarem. reconheço uns conhecidos do colégio, alguns chatos que nem posso cruzar o olhar e já querem vir falar comigo, um ou outro ex-ficante, ex-amor, ex-qualquer coisa. só dá pra perceber como o tempo passa, como as coisas mudam. acabou o vinho do copo, vou buscar mais. *caminha, se estabacando, pra cozinha* peraê, que já volto. tá passando greys anatomy. na tv de mamy *30 minutos depois* ahhhhhhhhhh! eu sou uma bebona, babona, chorona mesmo… o episódio de hoje era aquele em que grey segura uma bomba dentro do peito do cara. ela tá bem pra morrer e tal, e só consegue pensar no mcdreamy. no fim eles se encontram, é tãããão bonitinho (e tão triste). ela diz que antes de quase morrer só pensava em que não conseguia lembrar do último beijo deles. e ele descreve direitinho como foi, até como o cabelo dela tava cheirando. ai, ai, ai. eu lembro do último beijo da gente. mas nem cabe contar aqui, seu moço. olhe, grey, tô na briga, viu.. se vacilar eu roubo seu papel na série. tudamermacoisa. então… fico aqui. o vinho acabando, a noite acabando, a quinta acabando, coisas acabando o tempo todo. mas aí me lembro de uma coisa que diva me disse… que as coisas não terminam. elas ficam guardadinhas em algum lugar aqui dentro, maturanto, crescendo (ou diminuindo). mas não terminam. soube disso na hora exata em que ontem, olhei nos olhos do meu primeiro namoradinho, minha primeira paixão, bem de criança, e vi que ele lembrava das mesmas coisas que eu. sentia da mesma forma, sabe… os tempos são outros, o sentimento mudou, mas a parte bonita sempre fica ali, pra lembrar que estamos vivos ainda. as coisas mudam, modificam, se transformam, mas não terminam. a não ser esse texto tétrico, claro, que já passou da hora de terminar. beyjos, queijos e até o próximo surto.

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