dispensada de salvar universos

sonho

Era um sonho lindo de criança.

Trufas, doces, cartas de amor,
Contos, músicas cheias de cor.

Mas ela acordou sozinha no escuro
E lhe fugiu a criança contente,
Ficando com seu medo pungente.

Era só choro, horror, solidão.
A menina assustada, de boneca na mão,
Agarrando com força qualquer companhia
Que a tire depressa da casa vazia.

Confusões infinitas, em tortos momentos,
Misturadas e perdidas nos vãos pensamentos.
Tudo amargo, fraco, sem cor,
No quarto fechado, sem gotas de amor.

Agora reze e peça, menina!
Que um dia Ele ouve, enfim.
Percebendo que o destino da moça,
Não há de ser esse fim.

Há de ser um sonho lindo de criança,
Música, dança e toda esperança,
Num campo florido, cheio de cor,
Com a companhia constante do esperado amor

Brisa Dalilla =08/12/2008=

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Um pensamento em “sonho”