dispensada de salvar universos

Agonia

São olhos que não se vêem,
Bocas que não se beijam,
Braços que não se enlaçam.

São dias sem alegria,
Mágica sem fantasia,
Pedaços de sim, cheios de nãos.

São noites, em si, tão vazias,
Camas, que quentes, são frias,
Palavras sem cor, nem razão.

É o sim que revela desprezo,
Caminho difícil, tropeço,
Em suma, a falta de chão.

São tórridos tempos de fúria,
Augúrio do tempo sem forma,
Resumo do meu dia não.

Brisa Dalilla =13/09/2008=

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