segura, que este tempo será recompensado logo mais

segura, porque tudo há de ser vivido com o que a vida lhe traz

segura, que a luz que aqui te cega lá vai te iluminar

segura, que todo navegador – por mais perdido que esteja – tem certeza de onde quer chegar

segura, que quando estivermos do outro lado, tudo aqui serão só lembranças

de um tempo em que a esperança era a bóia que restava para segurar.

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hoje eu sinto só uns 5 centavos de affe quando penso naquilo tudo. pode baixar qualquer santo aqui pra dizer que eu precisava passar por tudo aquilo, que era ensinamento, aprendizado da vida. mas é tão cretino pensar que toda merda na sua vida tem essa coisa de “tenho que ser superior e aprender com as falhas minhas e dos outros”. você naturalmente só quer que aquilo não aconteça, que ninguém te coloque numa situação daquelas, que exista uma quantidade ínfima de empatia e a pessoa pare e pense “porque merdas tô fazendo isso com ela, cara?”.

e a gente faz praticamente todas as coisas sem pensar. sem pensar no quanto vai machucar fulano ou sicrano. no quanto vai atingir uma classe ou outra. no quanto vai deixar alguém que você gosta ressentido. a gente vai lá e faz porque foi assim que ensinaram. “você deve se impor e se defender, mocinha. fale mesmo, fale na cara.” e a gente se defende e fala na cara mesmo como se o mundo tivesse repleto só de gente ruim querendo nosso mal. e nem sempre é assim. mas, voltando ao affe, você estragou muitas músicas, cara. muitas. diversas. demais. eu tinha uma lista grande o bastante pra preencher a alma por anos e você estragou tudo. você ajudou a criar a merda da lista e você mesmo a destruiu. olha só que responsabilidade filha da puta. e podia sim ter sido de outro jeito, mas tem vezes que a gente prefere abandonar o barco que tá afundando sem olhar direitinho comofas pra tapar aquele buraco na proa. hoje eu entendo que você ainda não sabia disso. que você não entendia e sei lá se vai entender.

aprendi isso com aquela topada que tomei enquanto soluçava de tanto chorar no meio da rua naquele calor infernal. dava vontade de socar cada pessoa sorridente que passava por mim, animada e enfeitada pra uma festa que eu não tava a fim de participar. mas eu tive que sorrir. eu tive que levantar com o joelho ralado, passar merthiolate que agora nem mais arde, e seguir como se a vida fosse continuar. ela continuou mas também parou ali. parou porque eu tinha uma lista com mais de 60 músicas que eu gostava muito pra jogar no lixo. e ao o invés de fazer isso eu gravei a mais importante delas em mim. porque realmente, meu amigo, se não há mais nada pra queimar junto, a gente tem que seguir se queimando sozinho.

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eu sei que você vê tudo que eu faço

eu sei que você lê tudo que escrevo

escrevo pra você

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