quando eu era vento

Quando eu era vento, ia bem devagar em seus sonhos te visitar. Passeava em seus pensamentos, absorvendo cada momento e consertando as partes quebradas com minha mágica. E era tão fácil ser assim, leve como o vento, fazendo esse bem por ti… Mas certo dia tentei entrar por sua janela e a encontrei fechada, impedindo-me de entrar devagar – como tantas outras vezes – para te ajudar. Então, se fechaste tua janela para o vento que tanto te amava, não iria adiantar quebrar barreiras quase intransponíveis para chegar a ti. Não adiantaria, pois eu não sabia ser de outra forma, senão como o vento.

Brisa Dalilla =31/01/2006=

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