dispensada de salvar universos

meu mundo gira em torno de você? oi?

~do começo sem começo até o fim sem fim.

cuido de você, meu bem, você cuida de mim~

kid abelha

eu sou cretina. quem me conhece sabe que eu amo usar essa palavra. apesar do significado usual dela ser ‘uma pessoa de pouca inteligência ou estúpida‘, meu ser cretina vai mais pro lado de ser uma pessoa que faz merda mesmo. ah, e o conceito é meu, pronto e acabou. se não gostou, vá inventar o seu. eu faço merda todos os dias. e sei que é cretinice. eu erro pra caralho. tomo na cara diversas vezes (viaje no sentido que quiser, catso!), mas no fim tento tirar algo de válido daquilo. porque é vida que segue, né? ficar parada chorando as pitangas, sentada no meio fio não vai adiantar de porra nenhuma. me quebrando e continuando. tudo manêro…

comecei esse texto mais pra ilustrar uma lembrança. já que me enxergo agora como há exatos 5 anos: no meio dum redemoinho de gente sem noção. eu – nativa de itabuna/baêa – lá pras épocas de 2005-2006, resolvi mudar de ares. novo trabalho, novas pessoas e turmas a conhecer. e me encantei de automático com uma turminha super alterna e gente boa, de ilhéus. muitas saídas, festinhas particulares, cachaças homéricas, papos descolados. eu tava na crista da onda. pô. quem conhece a galere de ilhéus sabe que eles são mega fechados. seletchividadche. que pra “entrar” no grupo, precisava quase de autorização oficial em três vias e reconhecida firma. mas bem, eu entrei pela porta lateral, entretida de amores por um dos principais elos da turma. e pronto, brisa feliz.

mas… passa tempo e passa tempo, o tempo passou, as relações mudaram e eu vi o outro lado da moeda.

eu enxerguei como era não estar na mesma “onda” da turma e no fim das contas não ter a mesma aceitação. pra mim foi bem o fim do mundo. coincidiu isso, com um acidente de carro terrível, que abalou as estruturas de todo mundo e trouxe muito sofrimento e humilhação (agora, admito). eu fiquei arrasada… não era mais bem vinda. era vista como anexo dispensável. era isso, bem isso. e lembro que demorou um bom tempo pra eu identificar o tipo de pessoas com quem eu estava lidando. eu queria me enganar, sabe… a gente bem se engana porque quer… porque insiste. e não digo que não me igualei a eles em certo ponto da convivência. sim, com certeza me igualei. confabulei muito. falei mal pelas costas de uns e outros. soltei indiretas cretinas (olhaê o cretina de novo) nos orkuts da vida, fotologs (era da época, ok? me deixe. =P)… e achava que tava abalando e fazendo certo.

pô. tava errado, brisa! olha na merda que você foi se meter. e a galera de itabuna (que pode ser a pior cidade – estruturalmente falando – do mundo, mas o povo é SINCERO. #orgulhinho), a minha galera, eu tinha deixado de lado em detrimento de uma outra que eu considerava amiga e que fazia parte de muitas partes boas de mim. mas que não era pra ser. o que me fez lembrar de escrever essa história aqui é que, na época, eu me doía muito com o que as pessoas aparentemente pensavam de mim. aparentemente porque não era uma coisa aberta. eles me amavam de dia e me odiavam de noite. “oi amiga!!”… e a verdade era “você é uma merda!”. eu só deduzia coisas e claro, porque não, ouvia coisas estilo telefone sem fio. e isso era foda. me diz que você não gosta de mim na minha cara e minha admiração por você vai ser a maior possível. te coloco num pedestal.

mas bem, o fato é que eu pirei o cabeção e larguei esse povo de lado. por muito muito tempo, deixei de conviver, participar, sequer ver. mas mesmo assim os papos chatos e alfinetadas continuaram. e eu tinha mesmo decidido deixar tudo de lado e não dei corda. demorou um tempo relativo para eles perceberem que eu tinha desistido deles. a onda é, não existe turma eterna, ninguém é obrigado a ser amigo de ninguém, as pessoas não são perfeitas e legais, todo mundo erra e, principalmente “meu mundo não gira em torno de você”. ou vocês. ou o mundo de vocês não gira em torno de mim. whatevs. sempre me orgulhei de ter muitas turmas e poucos amigos de verdade. e sabe, não quero ter muito amigos mesmo. só dá confusão. a cota para conhecidos e passantes ainda tá livre. e no fim das contas sou eu que escolho quem vai ser ou não de cada classe. é… seleção mesmo.

do mesmo jeito que eu escrevo o que quero e quando quero em todos meus perfis internéticos da vida, desde que a internet é internet (pelo menos desde quando começou a rolar na bahia – 98 e tal). e isso se direciona mais a mim, do que a qualquer coisa específica. eu gosto de guardar tudo que penso, mesmo que seja online. não precisa ser necessariamente em cadernos escondidos. eu sou dessas que gosta de se mostrar mesmo. de dar a cara a bater. mesmo que tudo que eu escreva seja bobagem. tem uns 3 gatos pingados que gostam. e ó… nasci assim, vivi assim, serei sempre assim, gabriela. no máximo a gente corrige erros, mas se a essência já veio assim? ela vai ser assim sempre.

então porra, a questão é que ~só veste a carapuça de tudo quem quer~. nem tudo que eu falo se refere ao meu local físico, ou a pessoas que eu conviva diariamente. podem ser coisas do meu mundo específico (esse autismo voluntário que me persegue) ou, pra ser mais sincera, nada do que você está pensando. e eu me vi, nos últimos tempos, regulando cada palavra que eu ia dizer pelo que “fulano vai pensar” ou “fulano vai achar que é indireta pra ele”. enquanto na maioria das vezes eu tava recitando um trecho de poesia minhas. ou falando algo que só um amigo meu itabunense iria entender. ou simplesmente tinha acordado de tpm e tava afim de mandar o mundo à merda. e velho… eu nunca me segurei. sempre foi *foda-se o mundo*.

como eu dizia desde os primórdios do mIRC: o alt+F4 é serventia da casa. e leve isso pra sua vida real. alt+F4 na vida! você só lê o que você quer. você só se chateia com o que você quer. e você só convive com quem você quer. a opinião é sua e você pode expressar isso quando quiser e onde quiser. o difícil é saber quando e como fazer. isso é merda. eu me perco o tempo todo. tenho boca grande, falo demais e acabo me embolando. mas assim vou aprendendo. pior é quem acha que tem a verdade nas mãos e pode tudo, enquanto por dentro se sente mal com o que é de verdade. gente que não se assume. então, se sua decisão é se assumir covarde, môvei… se sua opção é amar pela frente e odiar pelas costas, faça algo melhor da sua vida: SAIA DA MINHA.

quando finalmente aprendemos que as decisões da nossa vida cabem a nós mesmos, tudo fica mais fácil. e ficar lambendo o saco, babando ovo de pessoas que nem te consideram amiga ou impondo uma amizade que não é de verdade, não é a minha praia. e se você for alegar que minha atitude aqui tá sendo a mesma, pare e pense de novo. eu estou questionando a verdade unilateralmente mesmo. de lá pra cá. porque, se não dá pra perceber, pra mim é de verdade. a recíproca que não é. por isso esse abalo todo. por isso a decepção toda. porque eu acreditava. então se não acreditam nisso também, pra que eu vou facilitar as coisas, né?

olha bem, se você – coisa linda – leu até o final… das quatro, uma: 1 – você me segue e gosta das besteiras que eu escrevo; 2 – você é meu amigo e quer saber o que eu penso; 3 – você me stalkeia just for the lulz (muito amor <3); 4 – você vai ler pra mandar uma dm pra seus chegados dizendo “olha lá a merda que essa abestada escreveu. blaábláblá mimimi bababau e com certeza é indireta pra mim. você não viu? ela falou que almoçou coxinha! e eu almoço coxinha” (quem me segue no tuinto entendeu =]). meu irmão, se você é desses do número quatro, veja bem: eu não gosto de você, eu não quero que você me siga e eu não quero que você conviva comigo.

e não precisa dar berros por aí não. não precisa alardear nada. nem mandar recadinho. já sei que não há coragem mermo… então, facilito de boa, veja só. se você vestiu a carapuça, pode se guardar com ela também. vai saindo de mansinho com seu banquinho… vai se afastando. eu juro que não vou perceber nada, não vou alarmar nada, não vou reclamar de nada. vida que segue. vida que segue… o único compromisso que eu tenho é comigo mesma. é gostar de mim, me aceitar e decidir minhas coisas do meu jeito. eu pago minhas contas, eu compro meu miojos e eu sempre – sempre – fui senhora de minha vida. minha verdade é minha verdade e assim haverá de ser. do mesmo jeito que os outros tem as suas verdades e ó… tenham essas verdades pra vocês mesmos… saí fora de bolo (como se diz na baêa).

nem vou tuitar esse texto. gosto mesmo que a audiência desse blog seja de pessoas que gostam de me ler de verdade. não de links que venham de fora. sei quem são meus fiéis aqui e, gracias dios, sei que eles não estão incluídos nesse desabafo gigante (e cretino, admito).

um beijo e dois queijo.

ps: barre, mutante é mesmo minha música de vida. =)

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