dispensada de salvar universos

O ÓCIO DA HIPOCRISIA


Perco-me em momentos ociosos
Zapeando canais estúpidos na TV.
Pensando, com essa mente vazia
Numa eterna fantasia
Cheia de hipocrisia.

Casa vazia,
Desencontro de sentimentos.
Ânsia por momentos
Em estado longínqüo.

Alma vadia
Em eterna tristeza.
Perdi a destreza
Com minha própria vida.

Sinto-me partida,
Incompleta,
Inútil,
Perdida.

Caio no sono
E começo a sonhar
Com aquele tempo longínqüo
Que eu me permitia viajar.
O tempo onde tudo que eu queria
Simplesmente, se perdia.
E eu me esquecia
Do que era, ou o que fazia
Totalmente sozinha, na casa vazia.

Mas o que haveria de fazer
Perdida naquela estúpida monotonia?
[NADA]
E eternamente em sonho
Eu me esquecia,
Presa no buraco negro
Do ócio de minha própria hipocrisia.

Brisa Dalilla =11/2006=

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